« O primeiro-ministro insiste que a chamada “regra de ouro” – o limite de 0,5% no défice – “era importante que estivesse blindada” na Constituição, caso contrário pode vir, no futuro, a ser alterada por “qualquer maioria conjuntural”. Nos próximos anos Portugal terá que descer a dívida pública em 1/20 por ano. Como este processo “vai demorar muitos anos, convém que [a lei] esteja protegida durante muitos anos”, finalizou.»
A regra de ouro do PS é a mesma dos últimos trinta e cinco anos: mãos livres para, quando estiver no poder, dispor do orçamento à sua livre vontade.
Um dos direitos fundamentais de uma democracia, o direito económico dos cidadãos, das famílias e das empresas, de estarem protegidos na sua situação económica dos desmandos públicos, não lhes interessa, o que lhes interessa é ter mãos livres para sobre-dimensionar e ocupar o Estado, com a sua nomenklatura.
A regra de ouro para o PS é uma regra de lata para os portugueses.
Mais grave, os decisores políticos e económicos europeus, que ainda não se esqueceram da irresponsabilidade e incompetência de José Sócrates e Teixeira Santos, estão atentos à porta que os PS quer deixar aberta a descalabros económicos futuros.
Ou seja, para eles , a regra de ouro do PS é não haver regras. Porque sabem que os outros partidos socialistas e social democratas europeus não têm problemas de assumir esse compromisso com os seus eleitores. Porque os respeitam.