Sábado, 31 de Março de 2012
por Mr. Brown

Mas ficaria bem ao CDS, tal como aconteceu noutras situações nesta legislatura, não impor consequências políticas a quem pensa pela sua própria cabeça. Cortinas de fumo à parte, no caso de Ribeiro e Castro não ficaria nada bem. Se esta alteração ao Código do Trabalho não é matéria de disciplina de voto, qual é que será? Resta o orçamento e pouco mais. Além disso, as alterações ao Código do Trabalho resultam do memorando de entendimento com a troika, o qual, pensava eu, comprometia todos os deputados do CDS. Se Ribeiro e Castro, furando a disciplina de voto, vota contra nesta matéria e isso não tem qualquer consequência, então a partir de agora, pelo menos no que ao ponto de vista do CDS diz respeito, todos os deputados do PS ganham liberdade para deixar de respeitar o memorando que o partido pelo qual foram eleitos também assinou. Um deputado do CDS arranjou um pretexto para votar contra, muitos outros pretextos não faltariam na bancada socialista.


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3 comentários:
De NG a 1 de Abril de 2012 às 02:44
Se elegemos deputados para votarem contra as suas próprias convicções, então, para quê elegemos deputados?


De Mr. Brown a 1 de Abril de 2012 às 12:44
Isso das convicções dos deputados tem muito que se lhe diga. Sobretudo quando falamos de um deputado que, ao que julgo saber, não ficou propriamente satisfeito com a possibilidade de alguns deputados do seu próprio partido votarem de acordo com a sua consciência nas tais "questões fracturantes".
Quanto ao motivo por que elegemos deputados parece-me que o problema começa logo na forma como os elegemos. Mude-se o sistema eleitoral de forma a tirar força às lideranças dos partidos e a dá-la aos deputados individualmente eleitos.


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