Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
por jfd

O BE chamou-lhe moção de censura ao Governo e à troika. O PCP falou em condenação ao Governo numa das maiores manifestações sociais que já assistiu (talvez seja melhor o PCP deixar de fazer o outsorcing da sua luta à CGTP ou vice-versa... ainda não entendi muito bem). A ANAFRE congratulou-se pelos 200 mil portugueses que vieram e estavam em Lisboa "(...)São os que nos estendem a mão que apertamos, os que nos contam os seus problemas, que partilhamos e gente anónima para outros, mas a quem chamamos pelos nomes(...)"

 

Saber da reacção do BE e do PCP tem realmente muito que se lhe diga.

Foi uma linda manifestação do que é a cultura da freguesia, do que é o interior e a identidade do país, não deixaram de nos fazer esquecer ao longo do dia. Até os verdadeiros manifestantes que subiam o Chiado ficaram para segundo plano perante a grande festa que se passou com início no Marquês de Pombal.

 

Foi bonito.

Este Governo quer romper com o passado. A batalha agora tomada é das mais complicadas, como se pôde ver. E das que mais desinformação vão gerar. Ora pensemos muito simplesmente; quantas pessoas vieram dar um passeio a Lisboa no sábado? Quantas vieram-se manifestar e do quê? Quantas sabem o que se passou na AR no dia anterior?

E já agora, quanto e a quem custou isto tudo?

 

 

Vejamos:

600 autocarros. 600€ em média cada um. Dá 360.000€. Dinheiro de quem?

A Transdev alugou cerca de 40 a Juntas de Freguesia de Coimbra e Aveiro

Cerca de 100 na Zona do Grande Porto.

Matosinhos também tem alugueres que são uma coisa doida.

 

Afinal isto é dinheiro de quem?

Do contribuinte?

Alguém tem de dar explicações!

 

Não sou a favor do incentivo da iniciativa privada com os dinheiros públicos. Compreendo a alegria das empresas, das concessionárias das auto-estradas e até das gasolineiras. Mas não para isto, nem a mexer no bolso dos portugueses.


tiro de jfd
tiro único | comentar | gosto pois!

3 comentários:
De k. a 2 de Abril de 2012 às 15:08
O Sr. Armando Vieira deve conseguir explicar.


De jfd a 2 de Abril de 2012 às 15:14
Qual é a tua posição sobre este assunto já agora?


De k. a 2 de Abril de 2012 às 17:53
Porra, que irritante, a obrigar-me a ser sério.

"suspiro"

O mapa autarquico que temos actualmente é ainda hoje grandemente o produto da reformas do século XIX
Está obviamente completamente desactualizado, em termos demográficos e territoriais, portanto a sua mudança é lógica; Temos hoje Freguesias com mais população que muitos concelhos, e freguesias cuja quantidade de pessoas é inaceitavelmente diminuta.

No entanto tal mudança irá sempre causar problemas.
- Politicamente, é natural que as populações reajam a uma percebida centralização e perda de poder; De lembrar que uma caracteristica quase quintissencial de Portugal é o seu poder local, a independencia do Municipio que nos trouxe a Era dourada PRÈ descobrimentos (sou um fã do Alexandre Herculano)
- Qualquer que seja o critério objectivo (população, área..) que seja adoptado para dividir o pais em subdivisões, a elevada concentração populacional irá provavelmente criar "monstros", como por exemplo, Freguesias constituidas por algumas ruas, e freguesias com áreas correspondentes a percentagens grandes do pais (imagina no alentejo teres uma freguesia com 5% da area do Pais)
- Qualquer critério subjectivo que tenhas irá sempre ser criticavel, especialmente por criar injustiças percebidas.



Qual é a minha opinião?
Bem, como xuxa burgues que sou, sou um grande apoiante do poder local (power to the people anyone?). Não me choca reduzir freguesias e concelhos, se isso for necessário e lógico - de notar que o processo de extinção é estupidamente burocratico. Mas tambem nao me choca aumentar o numero de freguesias e camaras.

Ora, a redução em causa hoje é feita por motivos completamente economicistas (poupar estruturas, poupar dinheiro), pelo que o motivo base, não conta com o meu apoio.


Ora, isto não me cega a questões que actualmente plagueiam (assinei o novo acordo ortografico) o municipalismo portugues: Corrupção & Compadrio, junto a estruturas de financiamento incorrectas que dão incentivos incorrectos (queres ser camara rica, licencia construçoes), entre demais problemas.
Mas ai os problemas, a meu ver, não são de base - com estruturas fiscalizadoras apropriadas, e um enquadramento legal conducente a transparencia, e novos meios de financiamente mais sustentaveis (e tambem mais transparentes), creio que estes problemas poderiam ser debelados.

Obviamente fica a questão economicista - onde pagar isto? Bem, eu sou daqueles que acha que o estado central portugues é grande demais: devia passar competencias (e logo, fundos - de lembrar que nenhum governo cumpre a lei das finanças regionais) para o municipio, este saberá onde gastar o dinheiro. Mais uma vez, e para aludir a questões actuais, um enquadramento restritivo das actividades financeiras dos ditos municipios parecer-me-ia sábio.


Portanto, e para responder com menos palavras à tua questão: Epah, isto vai ser uma reforma para ingles ver, e vão ser cometidos disparates por causa disso. Acho mais interessante (apesar de nao saber pormenores, francamente) a questão que um secretario de estado ai das administrações regionais fez para alterar o financiamento das autarquias para estas dependerem menos do licenciamento de novas obras para terem fundos.
Gostaria que acabassem com as empresas municipais, tambem.

Agora esta reforma? Eh..


comentar tiro

Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds