Quarta-feira, 18 de Abril de 2012
por jfd

Não me espanta a conversa de Manuela Ferreira Leite. Deixa-me é cada vez com mais certeza de que estamos no caminho certo quando se juntam os velhos do Restelo para manter o status quo criando lastro desnecessário num Portugal que cada vez mais tem de se largar do passado e construir um futuro neste presente.

 

Em declarações à SIC Notícias, Ferreira Leite considerou que "seria absolutamente inoportuno, num momento destes, se alguém se lembrasse de fazer uma reforma da Segurança Social. Os problemas que existem neste momento são, esperemos, de curto prazo, conjunturais, e não se pode mexer num sistema que tem a ver com a nossa perspectiva de futuro, de longo prazo".

 

Diz ainda a mesma fonte:

 

A ex-ministra das Finanças lembrou que fazer mudanças no sistema da segurança social nem teria efeitos imediatos

 

Ao que eu respondo: A sério? Mas será que ainda não entrou na cabeça de certas pessoas que se está a pensar nas próximas gerações e não no imediato como sempre foi feito? Aliás, esclareço: beneficio das próximas gerações e não seu constante sequestro pelos desvairos do presente e recente passado.

 

Bolas!


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6 comentários:
De jfd a 18 de Abril de 2012 às 13:54
E na mesma fonte ainda se lê no úlitmo parágrafo algo que me deixa sem palavras...

Além disso, Manuela Ferreira Leite diz que estas declarações sobre a possibilidade de se realizar reformas na segurança social, assim como o congelamento das reformas antecipadas, dão a sensação que a segurança social está em colapso. Por isso, é preciso saber porquê e o que aconteceu, já que na reforma anterior se garantiu que a sustentabilidade da segurança social estava garantida até 2030. Agora não estará garantida, deixa a pergunta Manuela Ferreira Leite, pretende explicações, porque o que entrou em colapso foi a situação económica, mas não a segurança social


De k. a 18 de Abril de 2012 às 14:46
Mas a questão é mesmo essa - não há problema de sustentatibilidade, a ultima reforma introduziu o (justamente) factor de sustentabilidade, em que a idade de reforma aumenta com a esperança média de vida.

E a SS é um fundo, alimentado com os descontos actuais - não tem muito a ver com a situação economica actual, se há mais desemprego, as pessoas descontam menos, logo irão ter reformas menores (teoricamente).

A unica razão porque se fala nisto é porque a malta dos bancos precisa de dinheiro, e descontar para privados era muito giro. Tipo os PPR. Já fizeste um? Até te ris com a rentabilidade..


De jfd a 18 de Abril de 2012 às 15:01
Rentabilidade ou rendibilidade?
Tenho o do Estado. Desde o dia 1. Não rio, choro.
Também outro da banca na sua opção mais agressiva. Tão agressiva que foi descontinuada a comercialização... Mas eu acredito ;)

Mas o meu point meu caro é que o futuro terá de ser diferente e é agora que se tem de falar nele e não depois.

A úlitma reforma foi muito inha...


De l.rodrigues a 18 de Abril de 2012 às 15:06
Neste caso, podemos falar que jfd defende a reforma para acabar com todas as reformas.


De jfd a 18 de Abril de 2012 às 15:40
Gosto do poder de resumo!


De António Vaz Tomé a 22 de Abril de 2012 às 02:23
A verdade é que a falada reforma já se esfumou. Parece que concordarem com a ideia da MFL.



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