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Forte Apache

A Entrevista

Maurício Barra, 26.04.12

 

 

Trinta e oito anos depois do 25 de Abril, finalmente entrevistaram Ramalho Eanes (RTP 1), um dos actores principais em todos os acontecimentos que, em dois momentos (1974 e 1975), nos garantiu a liberdade. É impressionante o black out que a imprensa decretou ao ex-presidente. Black out  garantido sobretudo pelas células e compagnons de route que o PC tem nas redacções, e pela versão soarista/socialista da história que domina todo o grupo Impresa (Expresso, Visão, SiC, SICN)

Destaco três afirmações:

«No 25 de Novembro o PCP estava envolvido com a extrema-esquerda na tentativa de golpe. Se ganhasse liderava a tomada do poder, se perdesse, afastava-se, encobrindo a sua participação» (*). «Não tínhamos confiança em Costa Gomes, no 25 de Novembro ficou perante um facto consumado».

«Tenho respeito pelo Mário Soares combatente da liberdade, não tenho estima pelo político. Depois de ler o livro de Rui Mateus compreendo que não podia ter estima por ele» (**)

«O meu desentendimento com Sá Carneiro vem do facto de que ele queria fazer uma revisão constitucional sem respeitar os prazos definidos pela própria Constituição. Tinha uma pressa que eu não podia apoiar» (***)

 

(*) ainda hoje acho obsceno o aproveitamento que o PC faz, todos os anos, do 25 de Abril, supostamente o Dia da Liberdade, ele que foi o principal agente da sua destruição até ao 25 de Novembro.

(**) eu, que tive a felicidade de ler o livro (foi retirado da circulação como primeiro livro proibido na democracia) compreendo perfeitamente a afirmação de Ramalho Eanes. O político Mário Soares é o manipulador político sem escrúpulos que ainda é hoje.

(***) hoje entendemos porque Sá Carneiro tinha pressa: sem revisão da Constituição o reformismo que ele preconizava ficaria asfixiado, como ficou até hoje.

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