Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

Documentário disponível em todos os blogues de esquerda perto de si? Nada, nada, também se arranja de melhores proveniências - foi que o encontrei.


Mas não é um documentário. É uma peça de propaganda: Eugénio Rosa, economista comunista, com perdão da cacofonia e da contradição nos termos, e Fernando Rosas, um historiador neo-marxista pós-moderno, ilustram a explicação de como no Portugal do séc. XIX até hoje a upper class viveu e medrou com a promiscuidade com o Estado.


Não explicam se, sem o condicionamento industrial e o proteccionismo, teria sido possível criar uma base industrial; se as relações familiares dentro da pequena tribo de plutocratas eram uma originalidade portuguesa; por que razão a enormidade de recursos concentrada nas mãos de poucas famílias foi adjuvante para o atraso do País, ao contrário do que sucedeu noutras paragens; e se as taxas de crescimento de Portugal nos anos 60 (não obstante uma guerra colonial que chegou a consumir 40% do orçamento do Estado, sem aumento significativo do endividamento público) se explicam por obra e graça do Espírito Santo (o da trilogia, não um prócer da família homónima).


Não explicam isto nem uma quantidade de outras coisas. Mas dão a entender que o relativo atraso de Portugal poderia ser anulado se se acabasse com a promiscuidade através do expediente de eliminar os grupos económicos privados.

.

Simples, não é? Foi experimentado noutros lados e nunca resultou. Mas aqui poderia - quem sabe? - resultar. É uma questão de fé, e isso não discuto. Agora, panfletos em formato de documentário, lá isso - discuto.


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8 comentários:
De Vita C a 26 de Abril de 2012 às 14:57
Boa tarde,

Queira emendar o link para http://vidabreve.wordpress.com/2012/04/26/a-documentreta/ ... como está é difícil lá chegar.


De José Meireles Graça a 26 de Abril de 2012 às 15:10
Feito, Vita C. Obrigado.


De Odete Santos a 26 de Abril de 2012 às 15:02
Escrita confusa. Neste particular, sugiro que espreite o Jugular.


De José Meireles Graça a 26 de Abril de 2012 às 15:12
Se me puder indicar o quê, no Jugular, sobre este assunto ...


De k. a 26 de Abril de 2012 às 16:48
De facto, que pensamento pequenito, o destes partidos que consideram que se há riqueza, esta é automaticamente obtida de forma ilicita..







http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=47185


De Nuno a 26 de Abril de 2012 às 22:48
Há mais um país sul-americano a experimentar esta via de acabar com os grandes grupos económicos e espantar o investimento estrangeiro. Vamos esperar para ver se resulta desta vez.


De José Meireles Graça a 27 de Abril de 2012 às 00:15
Não me lembrei disso, Nuno, senão ainda dava uma de vidente, prevendo para onde é que a Señorita vai levar o país dela. Estranha coisa, bater com a cabeça sempre na mesma parede.


De CAL a 27 de Abril de 2012 às 14:38

Sou a favor da livre iniciativa. Não sou contra as grandes empresas. Sou contra o dinheiro público engordar empresários amigos. A riqueza produzida no País, não é democraticamente dividida. O documentário da RTP2, "Os Donos de Portugal", mostra a promiscuidade dos políticos corruptos com os corruptores, os únicos filhos da Pátria fora da alçada da lei.



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