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Forte Apache

A extrema-direita fortemente duvidosa

José Meireles Graça, 29.04.12

João José Cardoso descreve Fernanda Câncio como pertencendo a "alguma direita", Ricardo Lima como encaixando em algo a que chama "anarco-direita" e a mim como pertencendo à "extrema-direita".

Acho isto injusto: Se Fernanda Câncio pertence a alguma direita, eu devo ser pelo menos um terrorista nazi.

E como se dá o caso de subscrever quase por inteiro o que F. Câncio escreveu (o que não implica necessariamente reciprocidade - tratei da mesma realidade vista por um ângulo diferente), então, se a lógica não for uma batata, devo ser um socialista de extrema-direita democrática terrorista nazi.

Tenho a fraqueza de gostar de João José, aprecio-lhe o estilo sincero e excessivo. Até, se vivêssemos na mesma cidade, não desdenharia beber um copo com ele, dando-lhe a prévia e necessária garantia de que não levaria sob o anoraque uma bomba caseira.

Quanto ao fundo da questão, quem seguir os links do post fica habilitado a construir a sua própria opinião - já há argumentos avonde, de um lado e outro. Ainda que o que afirmei sobre as taxas de crescimento de Portugal nos anos 60, e que Cardoso desmente por me basear num "mito tantas vezes desmontado", esteja na realidade bem montado na literatura económica disponível: "No período de 1960 a 1973...o ritmo de crescimento médio do PIB atingiu 6,9% ao ano. E como, entretanto, a população não aumentou (tendo mesmo descido 3% por causa da emigração) a capitação do PIB subiu praticamente à mesma taxa." (A Economia Portuguesa desde 1960, José da Silva Lopes, 2.1, 1996, Gradiva).


PS: Também sou taxado de ignorante, a propósito do pós-modernismo. E como na realidade sou - ignorante - não contesto: por exemplo, ignorava o que fosse "ucronia". Agora já sei - mesmo com J.J. Cardoso pode-se aprender alguma coisa.

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