Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
por Judite França

Lá está: a fome que dá em fartura - e dois posts de seguida (prometo longo jejum para não vos andar sempre a incomodar).

 

A alface e o Observatório dos legumes já me tinha irritado pela manhã; coisa atenuada pelos Sinais do Fernando Alves - que irritado com a câmara do Porto libertou alguma da minha irritação - e com os cromos do Markl (quando não conheço alguma coisa que o Markl leva à antena da Rádio Comercial sinto-me um pouco mais nova). E quando tudo estaria a melhorar, eis senão quando Durão Barroso analisa o comportamento dos portugueses, qual sessão de psicanálise no divã.

Ao estilo snob de quem mora lá fora, em locais mais arejados do que este cantinho, Durão Barroso discorreu sobre o facto de seremos «discretos, modestos» e com «pouca auto-estima». Também somos «individualistas». Não querendo, com certeza, que, com esta análise, os portugueses ficassem também «deprimidos», o presidente da CE lembrou-nos que somos melhores nos grandes desafios do que nos pequenos. E pronto: como agora estamos perante um «grande desafio», está tudo bem.

A não ser que haja uma carreira académica paralela, e desconhecida de Barroso, que meta aulas de psicologia, psicanálise, psiquiatria comportamental ou cognitiva, pergunto-me se, em vez de pedir para sermos como Mourinho ou Ronaldo, repletos de auto-estima, mais valia que o ter falado só sobre a diáspora, porque é esse o tema da conferência da Cotec. E poupava-nos ao resto que, com tudo o temos passado, bem merecemos.


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