Terça-feira, 8 de Maio de 2012
por Miguel Félix António

Independentemente das escolhas políticas que os gregos fizeram no último domingo, uma conclusão se pode tirar: o Parlamento não reflecte adequadamente o voto de cada um e do conjunto dos eleitores. Houve eleitores cujo voto teve um peso bastante superior aos da maioria que votaram. E porquê? Porque o partido mais votado, só por o ser e apesar de não ter chegado aos 20%, tem direito a um bónus de mais 50 deputados. 

 

Em França, fruto do sistema maioritário a 2 voltas, nas legislativas que se seguem, ou muito me engano, ou vai haver pelo menos uma força política que não disporá na Assembleia Nacional a representação que os votos que provavelmente terá lhe deveriam dar.

 

É por isso que sou cada vez mais defensor de um circulo único nacional.  Seria bem mais salutar para a qualidade da democracia que os representantes do povo fossem eleitos pelo método proporcional directo, através de um círculo nacional único, à semelhança aliás do que passa com a eleição dos deputados ao Parlamento Europeu.


tiro de Miguel Félix António
tiro único | gosto pois!

De Marco a 9 de Maio de 2012 às 00:53
Cuidado com a média simples. Corre-se o risco de AR se transformar num (ainda maior) saco de gatos.

No ano passado, desenvolvi um aplicativo e escrevi algumas coisas sobre cenários envolvendo as eleições, motivado pelas propostas de Passos Coelho e Paulo Portas em relação à lei eleitoral. O post com o cenário círculo único, média simples, aplicado às legislativas de 2011, encontra-se aqui: http://www.dreamsincode.com/blog/2011/06/14/reduo-do-nmero-de-deputados-pt-5-demonstrao-grfica-nas-legislativas-de-2011/


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