Sábado, 12 de Maio de 2012
por jfd

Oiço e leio em telejornais, revistas, jornais e demais notícias de um país desesperado e em crise. São histórias verdadeiras e às quais se deve dar a maior importância e relevância.

Oiço falar de um Governo que puxa para baixo e que não apresenta nem medidas nem mostra optimismo.

Gordas de semanários que com muita soberba, semana após semana, têm mais uma história para entreter quem ainda os compra.

Desta vez receber emails e SMS dá para vender jornais. Diga o que disser o MP ou fale ou não fale o já irrelevante PGR. O que interessa é lançar dúvida sobre o Governo, as suas pessoas e vender mais dois ou três jornais. Depois lá virão os de sempre falar e afirmar, opinar e sentenciar.

Claro que o facto de que existe disponibilidade imediata para responder no Parlamento a qualquer questões dos representantes do Povo não tem já muito valor, o que interessa é mesmo imprimir as gordas, fazer grandes oráculos ou belos separadores nas rádios.

Pelo meio vem o PM exaltar por alguma positividade numa verdadeira e preocupante crise de desemprego. Que seja este, que é preocupante, encarado como não o fim mas sim como uma oportunidade para algo que poderá vir mais tarde que mais cedo, mas que virá.

O ministro das Finanças vê o número do desemprego com preocupação, o PM quer que se veja o desemprego não como um estigma mas sim como uma oportunidade. E pronto lá se foi o Carmo e a Trindade; é uma grande contradição. E os jornalistas, os sérios e os menos sérios, os seniores e os juniores lá vão a percorrer a não notícia como uma sanguessuga procura sangue para se alimentar.

Pedro Passos Coelho? Foi ofensa. Não sabe da vida dos portugueses. É insensível.

Não dá para andar em frente num país onde a miséria e a desgraça vende e alimenta e ainda dá prazer a quem dela sobrevive.

Que se respeitem as pessoas que estão a puxar pelo país: os Portugueses. Com a vital ajuda de um Governo pragmático e sem discursos de circunstância nem cenários de oásis secos e castanhos.


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1 comentário:
De André Miguel a 12 de Maio de 2012 às 22:11
Já sabemos como o nosso jornalismo gosta de não-notícias, mas ainda assim não podemos deixar passar estas palavras de PC como se vivêssemos numa sociedade liberal que premeia o mérito e o risco. Estamos em Portugal e não nos EUA.
Se aos jornalistas e ao povo em geral se pede bom senso, mais ainda aos líderes políticos, ainda por cima quando têm responsabilidades nas situações que comentam; há coisas que são para pensar e não para comentar.


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