Domingo, 13 de Maio de 2012
por Pedro Correia

Lentamente, a política regressa à Europa. A política que põe teses em confronto e rejeita todo o pensamento unidimensional. A política que fomenta e sedimenta alternativas, recusando rotas "inevitáveis" traçadas de antemão.

Devemos congratular-nos. Este é o cerne da democracia.

A mudança está a acontecer um pouco por toda a União Europeia. Incluindo na poderosa Alemanha de Angela Merkel, onde a União Democrata-Cristã (CDU) registou hoje o pior resultado de sempre na Renânia do Norte-Vestefália, o mais populoso Estado do país, onde se situam cidades como Bona, Colónia e Düsseldorf. As sondagens à boca das urnas apontam para uma clara maioria do Partido Social-Democrata (39%, mais cinco pontos percentuais do que no anterior escrutínio, ocorrido em Outubro de 2010), muito à frente da CDU (26%, menos oito pontos). Os sociais-democratas preparam-se para renovar a nível estadual a coligação com os verdes, que obtiveram 12%, enquanto o Partido Liberal, parceiro de Merkel a nível federal, não conseguiu melhor do que 8,5%.

Em 2005 a CDU alcançara 44,5% neste Estado, o que demonstra até que ponto os democratas-cristãos estão em recuo na Renânia do Norte-Vestefália, um Estado que costuma funcionar como teste seguro das oscilações de voto a nível nacional. Uma tendência que já se vinha desenhando nas eleições estaduais em Hamburgo (Fevereiro de 2011), Baden-Vutemberga (Março de 2011), Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (Setembro de 2011) e Schleswig-Holstein (há uma semana).

«Estas eleições devem preocupar a chanceler Merkel. O grande declínio do voto nos democratas-cristãos indicam uma forte aversão às propostas do seu partido. Nas sondagens nacionais, ela - em termos pessoais - continua popular, mas o seu partido não», escreve Stephan Evans, analista político da BBC.

As coisas são o que são.

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20 comentários:
De ratsel a 14 de Maio de 2012 às 10:25
se a merkel quer mesmo mudar as coisas e impedir o crescimento com base em dividas ela deveria começar por reinventar o capitalismo pois nao existe dinheiro existe divida o nosso sistema é totalmente com base em dividas a alemanha nao compra credito de ninguem ela compra dividas de outros paises a reserva é em dividas a china por sua vez compra divida europeia e americana e assim vai, se ela quer mesmo fazer algo corajoso que bata de peito contra o sistema capitalista mundial, que bata de peito contra os ricos que se fartao de enriquecer mais e mais a custa das crises fabricadas da sabotagem economica como fizeram a grecia como fazem com portugal espanha italia e irlanda como fazem com frança, porque em vez de fazer os mais ferrados do sistema arcar com as despesas ela nao peita os ricos donos do capital que inventaram este sistema de sabotagem mundial. ela é sim uma covarde que planeja impor um governo a nivel europel como saida para a crise e isso ja vem sendo repetido vezes apos vezes e podem acreditar se nada for feito isso sera uma realidade e futuramente um governo a nivel mundial a famosa nova ordem mundial, tudo esta feito de acordo com os desejos dos senhores do capital e as pobres ovelhas para abate nem sabem que estao a caminho de serem finalmente abatidas. acorde minha gente, estao todos a dormir???


De Pedro Correia a 14 de Maio de 2012 às 14:32
O problema, como sempre, é de alternativas. Não há alternativa ao chamado "sistema capitalista mundial". A menos que considere Cuba ou a Coreia do Norte - países "socialistas" - como alternativa. Ou a Venezuela "socialista" do coronel Chávez, único país sul-americano em recessão apesar de ser um dos principais produtores de petróleo do planeta.


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