Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
por Maurício Barra

Olhos nos olhos, a Professora Maria do Carmo explicou-nos a última peça que faltava para compreender o abrolho do acordo ortográfico: é um tresolho, ou seja, é filho do eduquês que infectou  - e ainda infecta -  toda a política de educação, na qual as crincinhas não devem ser perturbadas na sua compreensão, não as devemos esforçar para aprenderem as palavras, a gramática das palavras, a história das palavras, não precisam de literatura, basta a linguagem simples da rua, onde todos somos iguais, onde não é preciso aprender mais do que Ói, Bora, Bomba aí, meu. 

Vai daí, um conjunto de aventesmas, liderados por um carantonha, esbardalharam um pinchavelho a que chamam acordo. Mais valia chamarem-lhe chiripiti, pois as criancinhas quando crescerem ficam limitadas à linguagem de tasca.

Acordo? Patacoada, é o que é. E façam o favor de lhe tirar o Ortográfico: é uma ofensa à lingua e aos escritores portugueses.


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