Terça-feira, 29 de Maio de 2012
por Maurício Barra

Churchill: «Política é a arte de fazer previsões sobre “os próximos anos” e de passar “os próximos anos” a explicar por que razão as coisas não se passaram como estava previsto.»

(daqui a um ano recordaremos o que dizem hoje as Cassandras sobre o euro)

 

«Na Comissão de Inquérito sobre a tentativa de José Sócrates de controlar a TVI, tive ocasião de ver como uma parte significativa da nossa elite política, social e económica mentiu com todos os dentes que tinha para proteger um Primeiro-ministro então “amigo” e também para proteger os seus negócios, presentes e futuros. No final do inquérito, Passos Coelho interveio pessoalmente para proteger Sócrates de conclusões que denunciavam as suas mentiras e o seu papel, e mesmo o BE e o PCP actuaram para evitar as consequências plenas de se verificar que o Primeiro-ministro mentira ao Parlamento. Nenhum quis colocar Sócrates perante as suas responsabilidades e isso por uma razão fundamental: todos pensavam que os portugueses não “compreenderiam” que o Primeiro-ministro pudesse cair porque conduzira através dos seus homens de mão uma operação para controlar uma estação televisiva que tinha noticiários hostis e fazia mossa ao governo. E, deste ponto de vista, tinham razão.

Os jornalistas, por sua vez, salvo raras excepções, é muita indignação e lábia, mas rapidamente se deixam envolver nos “lados” da politização do caso e nas tricas entre jornais e entre eles próprios. Ainda há um pequeno número de órfãos de Sócrates nos jornais, que hoje protestam contra Relvas, indiferentes às sucessivas tentativas de Sócrates de manipular a comunicação social, muitas com êxito.» Pacheco Pereira, in Publico

(quando quer, JPacheco Pereira acerta)

 

«O “discurso mediático” actual do crescimento, introduzido à pressa “quando não se tem uma estratégia”.»

Jorge Braga de Macedo

(professor, crescer é outra coisa, isto é engordar)

 

«Quem mentir, sai»: Passos Coelho

 (ok! mas  isso também abrange os serviços secretos?)

 

«O conselho de redacção do jornal "Público" apresentou a demissão e decidiu convocar eleições, não especificando os motivos da iniciativa. A direcção editorial confirmou posteriormente as pressões de Relvas, mas criticou a forma como o Conselho de Redacção actuou no caso.»

 (ou de como as agendas políticas se sobrepõem à missão jornalística)


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