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Forte Apache

O novo plano do Euro

Rui C Pinto, 26.09.11

Merkel e Sarkozy estão a preparar um novo plano para salvar o Euro. A cada plano anunciado, Paris e Berlim vão provando a sua incapacidade política para a resolução da crise das dividas soberanas. A cada plano desenhado enfraquecem a sua suposta liderança política da Europa. E enquanto notoriamente se enfraquecerem perante o mundo empurram a Europa para o abismo.

Enquanto o plano de salvação do Euro não incluir os gregos nas suas negociações não há salvação possível. São os gregos que estão ao leme da Europa. Os franceses e os alemães vão no cesto da gávea.

6 comentários

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    Rui C Pinto 26.09.2011

    k., concordo com quase tudo o que dizes. Mas não retiraria da equação a necessidade de os gregos assumirem uma trajectória de correcção dos seus problemas estruturais que promovem um défice orçamental crónico. Isto não é possível manter.

    O point do meu post é que França e Alemanha estão a tentar resolver um problema que só pode ser resolvido pelos gregos. E vai ter que se negociar com eles uma saída para o problema. Toda a Europa devia pressionar ambas as partes neste sentido.
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    Miguel Noronha 26.09.2011

    Não percebo muito bem o papel que pretende dar aos gregos. Estes são o que se chama "uma carta fora do baralho". Neste momento só lhes resta anunciar a reestruturação da dívida e a saída do euro. (Ou então seguir o conselho de alguns políticos alemães e começar a vender partes do território).

    A Sra. Merkel e o Sr. Sarkozy têm um problema bem mais grave para resolver que é o impacto que a reestruturação grega terá nos seus bancos. Duvido que tenham tempo para se preocupar com a Grécia.
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    Rui C Pinto 26.09.2011

    Sei que o Miguel está à espera da intervenção divina nesta matéria. :)

    Acredito que Sarkozy esteja preocupado com o impacto da reestruturação grega, já Merkel deverá estar mais preocupada com as eleições de 2012. Mas é preciso meter os gregos na equação. Enquanto os gregos estiverem nas ruas em protesto, não há solução para esta crise. Não tenho dúvidas de que a Alemanha vem preparando nas últimas semanas o "default controlado" da Grécia como ela gosta de apelidar. A minha dúvida é o timing. Será que já se comprou tempo suficiente para que as consequências de um default na Grécia não devorem Portugal, Espanha e Itália? Tenho sérias dúvidas. É que no final das contas se a coisa der para o torto, ainda sairá mais caro ao contribuinte alemão...

    Ainda que, na discussão da crise, não estejamos a ter em conta o facto de o SPD alemão vir ganhando todas as eleições regionais defendendo os eurobonds e maior aprofundamento do federalismo...
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    Miguel Noronha 27.09.2011

    Continuo sem perceber qual o papel que os gregos nisto tudo. A não ser que eles descubram por milagre (lá está, a intervenção divina) uma forma de pagar as dívidas o único papel que lhes vislumbro é negociarem uma saída ordeira. Na medida do possível.

    Quanto ao tempo, penso que é melhor agirmos com a maior brevidade possível. Já se perdeu demasiado tempo. E o custo do tempo "comprado" foi elevadissimo.

    Eurobonds? Pois. Estou mesmo a ver os contribuintes alemães a aceitarem pagar a prodigalidade dos "club Med".
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    Rui C Pinto 27.09.2011

    Bom, desde logo, é preciso retirar os gregos das ruas. Seria um começo.

    Mas acredito que os alemães aceitarão mais facilmente as eurobonds que a saída da Grécia do euro. E digo isto apenas baseado nas sondagens que dão o SPD como potencial vencedor das próximas eleições e vaticinam praticamente a extinção do FDP que é o principal opositor das... eurobonds...
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