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Forte Apache

Descentramento e Esquizofrenia

Maurício Barra, 31.05.12

A democracia social de Estado, que tem dominado a nossa vida pública nos últimos trinta e cinco anos, caracteriza-se pelo descentramento do eixo político provocado pela coacção ideológica dos partidos não democráticos: a direita começa onde o PC e, agora, o BE querem que comece, ou seja, a partir dos democratas do PS que não apoiam as suas agendas.

Este raciocínio ideologicamente antidemocrático é a cartilha diária de parte da imprensa, comportando-se como o megafone quotidiano da agenda política do BE e do PC.

Isto criou um país disfuncional, no qual existe um país impresso diferente do país que realmente existe. E que, eleitoralmente, tem votado contra os “desejos” de parte da nossa imprensa, que, se pretendia ser de referência, passa a sê-lo pelas piores razões.

Este descentramento disfuncional tem os seus picos esquizofrénicos. Como aquele temos de aturar por estes dias.

Um espião ( espião ? como pode ser espião se todos sabemos quem é ? ) que se projectou no governo anterior, aliou-se a um grupo que estava mancomunado com uma empresa pública controlada pelo dito governo para controlar uma estação de televisão. A tramóia foi descoberta, o espião viu que as suas manobras não tinham futuro, vai daí começa a “ oferecer-se” aos que antes atacava. Foi recusado. Para vingar-se deixa “libertar” informações com a intenção de contaminar que o rejeitou.

Entretanto a empresa a que o dito espião de opereta continuava aliado persiste em usar métodos ilícitos com o objectivo de controlar órgãos de informação.

O que faz o PC, o BE e a imprensa com que partilham agendas? Atacam o “espião” ? Atacam a tal empresa? Não, atacam o “direita”, pois claro. Usando subterfúgios de “pressões”, de SMS’s, de enredos baseados em especulações, de assassínios de caracter, enfim, toda a artilharia do costume do debate antidemocrático.

A ópera bufa vai continuar mais uns dias e depois desaparecerá.

O que não irá desaparecer é a realidade de que estes actores se encontram afastados. A bancarrota e o desemprego que o anterior governo nos deixou, a luta diária dos portugueses para ultrapassar com trabalho e investimento as dificuldades que vivemos, o medo de que de Espanha venha mesmo o “mau vento” ( enquanto os palhaços se entretêm com a extrema esquerda grega ), a esperança que as famosas medidas de crescimento sejam desta vez destinadas ao sector privado e não para continuar a engordar o sector público que nos esvaziou os bolsos e empobreceu a nação.

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