Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
por Alexandre Guerra

 

Lenny Kravitz, músico talentoso e multi-instrumentista, dotado de um "feeling" que combina o Soul, o R&B e o Rock como poucos o conseguem fazer, contava ao USA Today, em Setembro do ano passado, que se revoltou quando viu um documentário no qual algumas pessoas não aceitavam a eleição do Presidente Barack Obama, por causa da sua cor de pele, e que queriam o seu País de volta, fosse de que maneira fosse.

Kravitz sempre soube que havia racismo nos Estados Unidos, no entanto, diz que a forma como aquelas pessoas se expressaram no documentário, de forma crua e dura, afectou-o de tal forma que o inspirou para o álbum Black and White, lançado no Verão de 2011.

Como o próprio refere, este seu último álbum, que surgiu de um momento de inspiração, é uma afirmação cultural e política contra aquela América racista e discriminatória que está bem viva.

Neste trabalho, Kravitz faz referência aos seus pais que, no início dos anos 60, eram um casal defensor da multi-racialidade. Martin Luther King é igualmente referenciado como um símbolo de integração e de luta pelos direitos humanos.

Kravitz deixa bem claro o seu entusiasmo com Barack Obama, não tanto pela questão política, mas pela sensibilidade que o residente da Casa Branca veio demonstrar.  Já em 2008 tinha dito sobre Obama: "It was a great validation, to hear someone who had perspective on both sides. Because I knew what he was talking about. Race in this country is still the elephant in the room that no one wants to discuss."

Seguramente, esta noite será um Lenny Kravitz mais político e interventivo que subirá ao Palco Mundo (neste que é o segundo fim-de-semana do Rock in Rio Lisboa 2012), já que longe vão os tempos do Let Love Rule (1989).


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