Domingo, 3 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

A edição de ontem do Expresso é digna de figurar no Guinness.


Menciona 83 - oitenta e três vezes - o nome de Miguel Relvas em 17 páginas directa ou indirectamente relacionadas com o chamado 'caso Relvas/secretas' no primeiro caderno, economia e revista. Um autêntico recorde. Editorial, cartoon do António, Madrinha, João Garcia, Daniel Oliveira, Luís Marques, cartas ao director (incluindo carta da semana), comendador Marques de Correia, seta para baixo no suplemento economia. Só falta acusarem-no do massacre na Síria. E darem-lhe bola preta na crítica de cinema.

 

A minha dúvida agora é outra. Será que o Expresso está apostado em fazer de Miguel Relvas um Cristo? Eu não quero alinhar em intrigas. Contudo, o Expresso a continuar assim vai fazer mais pela imagem de Miguel Relvas que qualquer campanha encomendada a uma boa empresa de comunicação. Com tanta página dedicada, com tanta "porradinha" no ministro, a malta já começa a considerar que algo de muito estranho se passa. Ainda ontem, numa animada tertúlia, um bom amigo de esquerda afirmava que isto é uma campanha a favor de Miguel Relvas. Independentemente da qualidade do tinto duriense que circulava, começo a ficar tentado a acreditar - aliás, foi ele que se deu ao trabalho de contar as vezes que o Expresso, só nesta edição, se referiu ao ministro.

 

Como dizia o outro: "No creo en brujas, pero que las hay, las hay"...


tiro de Fernando Moreira de Sá
tiro único | gosto pois!

De da Maia a 3 de Junho de 2012 às 19:55
Pois... a história é já uma abstracção.

A CIA já pode usar Relvas e Silva Carvalho como códigos:
- "It is clear that Relvas contacted the mole Silva. But Passos still protects him."
Isto vale para qualquer ex-espião Silva, e para os respectivos chefes de serviço.

Também lá na terra, quando o presidente da junta ameaçar revelar que sabe do homem em casa da Dona Eulália, a respeitável viúva quadrilheira chamar-lhe-à "Relvas".

Na Sorbonne podem usar as declarações de Relvas para distinguir filosoficamente os três tipos de mentira enunciados por Pacheco Pereira.

Assim, o mais natural é que dessas 87 referências, só se referem a Relvas as dos comentadores que andam distraídos.


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