Quarta-feira, 6 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

Que tenham pena de mim, ou dos mais como eu, por andarem em más companhias, é uma coisa que me chateia, pá.


Mas prontos, reconheço que ando em más companhias.


E o meu caso é porventura mais grave porque, subscrevendo embora quase tudo o que aqui se diz, não compro esta conclusão: "(...) até porque a autonomia poderá ser a única forma que resta às escolas de imprimir exigência no ensino, indo assim ao encontro das expectativas de tantos alunos e tantas famílias que hoje se sentem defraudadas por um sistema aparentemente mais preocupado com o número de alunos escolarizados do que com o conhecimento adquirido ao longo do percurso escolar."


O centralismo tem mau nome porque tem sido fonte de promoção do eduquês, da gigantesca burocracia do Ministério e dos ziguezagues da política educativa, ao sabor das idiossincrasias de cada ministro.


Mas a autonomia das escolas...depende. Se for autonomia para gerir um orçamento, e contratar e despedir pessoal, vale. Mas esta autonomia: "(...) quando todo o currículo nacional for pensado com base no princípio da autonomia escolar, permitindo às escolas uma efectiva adaptação às necessidades educativas dos seus alunos. A única resposta legítima ao pluralismo é mais diversidade, e não mais centralismo"... não.


Não porque o sistema de ensino destina-se a garantir à sociedade que o paga que todos os alunos que detêm um certo grau académico têm um certo número de conhecimentos e capacidades. A escola pode e deve ter liberdade pedagógica quanto à forma de ensinar, mas quanto ao resultado este deve ser aferido a um padrão público. E aferido no sentido que defende esta pessoa de direita, realmente digna de pena por não ter um excessivo respeito nem por especialistas nem pela modernidade.


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