Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

Sou um dos poucos portugueses que não nasceram na Maternidade Alfredo da Costa, ao que me tenho apercebido pelos jornais.

 

Mas dos meus concidadãos que tiveram a dita de vir a este vale de lágrimas naquele excelso estabelecimento, uma parte apreciável gosta muito de causas, manifestações e indignações sortidas, e não vê assim com bons olhos que se lhes encerre o lugar onde tanto iluminado fortemente de esquerda viu a luz do dia; ou onde tanto bebé inocente foi tocado pela graça da generosidade pública com dinheiro do contribuinte.

 

Parto do princípio que aquele ministro com cara de quem acabou de cheirar lixo por recolher há semanas sabe que é possível, para atingir o mesmo resultado, fazer poupanças; ou desistir do mesmo resultado por não haver dinheiro para o pagar.

 

Entre o político e gente do teatro, que encena uma parte gaga com caixas e caixas de postais (14000) escolho o político.

 

No entretanto, vou dizendo a estas pessoas com um súbito ataque de devoção à correspondência epistolar: então e as árvores? 14000 postais devem consumir, creio, um roble de porte médio. Logo agora que tanta gente está em Copacabana  a salvar o planeta, e gente boa que não nasceu mas bem podia ter nascido na MAC. Está mal.

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2 comentários:
De fado alexandrino a 22 de Junho de 2012 às 12:22
Posso estar errado mas se forem postais dos CTT julgo que era proibido entregá-los em mão.
Têm que os enviar pelo Correio ou incorrem num delito.
Pode ser que dê cadeia.
Era giro.


De José Meireles Graça a 23 de Junho de 2012 às 16:43
Isso é que ia ser um festival: perseguição policial, direito à manifestação e à indignação...não, que guardem os postaizinhos de recordação.


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