Domingo, 24 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá
Em Outubro escrevi sobre um receio: a possibilidade do doente morrer da cura.
Agora que passou o primeiro ano de Governo, repito o receio. O caminho para a desejada recuperação da nossa economia só pode, na minha opinião e de forma simplista, passar por um verdadeiro "choque fiscal": descida para metade do IRC, descida do IVA (com apenas duas taxas de 5% e 15% respectivamente), fim da dupla tributação no imposto automóvel. Num prazo de dois anos, a implementação de uma verdadeira harmonização fiscal em toda a UE.
Além disso, renegociação total das parcerias público-privadas (e publicitação integral do conteúdo dos contratos existentes); continuar as reformas já iniciadas e finalizar, rapidamente, as privatizações em carteira. Sobretudo nos transportes (TAP, CP, STCP, Metro, Carris, etc). Indústria, Turismo e Formação Profissional devem ser as principais apostas da revisão do QREN e na negociação do próximo quadro comunitário - acautelando, na revisão, as expectativas jurídicas em face dos contratos existentes.
Só assim se pode salvar o doente sem o matar com a cura.
De
eirinhas a 25 de Junho de 2012 às 11:34
Só lhe faltou dizer que doentes quer salvar.Os que estão de boa saúde?
De Natália Santos a 25 de Junho de 2012 às 11:39
Considero e não é por motivos pessoais,embora também tenha sido afectada por estar reformada, que o corte do subsídio de férias vai ter um efeito catastrófico no turismo
este verão. A atitude das pessoas, o não fazerem férias ou reduzi-las muito, ou deixá-las para a época baixa é pior que ir para a rua atirar pedras e partir montras, coisa que os nossos brandos costumes evitam.
Assim as pessoas ao conterem os gastos, por não terem dinheiro ou por uma questão de prudência evitando gastá-lo, estão a ter a sua "vingança " limpa feita pelas leis da economia.
Não foi sequer uma sugestão da troika. Foi uma decisão integralmente da responsabilidade do governo. Se der para o torto como penso com tristeza que vai dar, quero ver o governo a justificar-se.
(Nem quero pensar no Natal.)
De Natália Santos a 25 de Junho de 2012 às 11:40
Considero e não é por motivos pessoais,embora também tenha sido afectada por estar reformada, que o corte do subsídio de férias vai ter um efeito catastrófico no turismo
este verão. A atitude das pessoas, o não fazerem férias ou reduzi-las muito, ou deixá-las para a época baixa é pior que ir para a rua atirar pedras e partir montras, coisa que os nossos brandos costumes evitam.
Assim as pessoas ao conterem os gastos, por não terem dinheiro ou por uma questão de prudência evitando gastá-lo, estão a ter a sua "vingança " limpa feita pelas leis da economia.
Não foi sequer uma sugestão da troika. Foi uma decisão integralmente da responsabilidade do governo. Se der para o torto como penso com tristeza que vai dar, quero ver o governo a justificar-se.
(Nem quero pensar no Natal.)
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