Domingo, 24 de Junho de 2012
por Rui C Pinto

Em conversa entre amigos perguntavam-me, há alguns dias, porque é que não há, em Portugal, uma relação estreita entre o meio académico e o meio empresarial por comparação aos Estados Unidos. A conversa fluiu. Da investigação de ponta e desenvolvimento de tecnologias ao desenvolvimento de spin-offs alimentadas em crédito. Abordei resumidamente, para não aborrecer, a necessidade de financiamento directo das Universidades que permitam sustentar continuamente esse desenvolvimento científico e tecnológico através, naturalmente, das propinas.

 

A rejeição da minha tese foi uníssona. "As propinas já são muito caras". "Os professores estão lá é para ensinar". "As propinas já são muito caras para o serviço prestado". Os portugueses, vítimas tantas vezes da sua periferia, olham embevecidos para a dinâmica empresarial que rodeia o MIT, a Carnegie Mellon ou Berkeley. Admiram a sua capacidade criativa e empreendedora. A sua íntima relação com a indústria. Mas certamente não lhes gabam os valores das propinas dos cursos de 1º ciclo: $22,492 no College of Engineering de Berkeley, $44,880 na Carnegie Mellon ou $40,732 (em média) no MIT. 

 

Continuamos, por isso, a pretender o Sol na eira e a chuva no nabal. 


tiro de Rui C Pinto
tiro único | gosto pois!

Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds