Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
por Rui C Pinto

A polémica em torno da licenciatura de Miguel Relvas promete durar por muitas semanas. Há muitos portugueses indignados. A típica inveja portuguesa, já se sabe... Um indivíduo (com um cv invejável) consegue negociar condições bestiais para ver reconhecidas as suas competências por uma instituição de ensino superior. Perante o sucesso inusitado do seu espírito empreendedor, surge um coro de críticos embriagados no profundo ressentimento das suas parcas qualificações. Nada de novo. Repete-se o efeito que consumiu Sócrates e o seu notável sucesso académico e a sua evidente fluência em Inglês.

 

Os portugueses devem ultrapassar o seu cinismo e ver nestes casos de sucesso uma janela de oportunidade. Quantas mulheres portuguesas, cuja vida foi dedicada aos cuidados dos filhos e à gestão do orçamento familiar, mereceriam ver as suas competências reconhecidas ao nível de uma licenciatura em Ciências da Educação e um mestrado em Gestão e Finanças?

 

Quanto trolha não veria o seu mérito reconhecido em Engenharia Civil; quanto electricista veria a sua mestria certificada com um diploma em Engenharia Electrotécnica? Se é o seu caso, enderece a sua candidatura à Universidade Lusófona. Negoceie uma Licenciatura num ano, ou um mestrado num semestre. Se não lhe for dada a oportunidade, então sim!, estaremos perante um escândalo que nos merecerá a indignação a todos. 


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4 comentários:
De alves dos santos a 4 de Julho de 2012 às 23:07
Este é mais um daqueles posts, típicos de serventuários da disciplina partidária. Um socratista não defenderia melhor o Sócrates.
Ruizinho, Relvinhas, são farinha socrática do mesmo saco, a mesma que leva comunistas a não condenar a aberração criminosa da Coreia do Norte, a mesma verve cínica bloquista dos tachos do aparelho.


De Rui C Pinto a 4 de Julho de 2012 às 23:19
E o seu é o típico comentário de um serventuário da disciplina partidária que não conseguiu perceber o tom irónico do meu post porque me ter imputado, à partida, um rótulo da sua conveniência.

Leia novamente...


De k. a 5 de Julho de 2012 às 09:25
Outro defensor das Novas Oportunidades...!

Afinal, o principio é o mesmo: Reconhecer formalmente competências adquiridas ao longo do percurso profissional.

Obrigado Rui, fico feliz por compreenderes.


De Rui C Pinto a 5 de Julho de 2012 às 20:52
Nunca fui contra as Novas Oportunidades. Sempre fui contra o facilitismo em que se baseava a atribuição de diplomas.

Mas registo que também tu não percebeste o meu post, k. E tu não tens desculpa, que já me lês há muito tempo e já devias reconhecer a ironia... ;)


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