Quinta-feira, 5 de Julho de 2012
por Francisco Castelo Branco
A questão da licenciatura de Relvas, tem duas vertentes: a vertente política e outra relacionada com o ensino. Tem a ver com falta de reconhecimento de Universidades privadas como a Independente, Lusófona, Lusíada ou Autónoma, seja qual o curso que está em causa. Quem fica a perder com estas histórias surgidas do nada, são aquelas entidades que continuam a fazer um esforço tremendo para competirem com as Universidades mais prestigiadas.
Se aquelas quatro já tinham o rótulo de "cursos pagos", as notícias reveladas ajudam ao descrédito do ensino que por lá se faz. E dá a ideia que quem frequenta estes estabelecimentos de ensino no fundo quer é fazer carreira política.
Caro Francisco, não punhamos tudo no mesmo saco. Frequentei Direito na Universidade Livre do 1.º ao 3.º ano, até 1985, ano em que fruto das convulsões havidas, nos transferimos e criámos a Universidade Lusíada, onde concluí o curso em 1987. Sempre, em ambos os casos, com exames finais orais, obrigatórios e eliminatórios, qualquer que fosse a nota obtida nos testes escritos ao longo do ano. Posso atestar, pelo menos nestas Universidades, que grandes Mestres tinha, que havia rigor e exigência no ensino. E de lá não sairam só políticos, que os há também bons...
eu também estudei na Lusiada, com muito orgulho. A questão é que estas notícias ao vir a publica degrada mais a instituição.
veja-se o caso da Independente?
Quem fica mal não são os visados, mas as instituições que os acolheram. Ainda há bons professores na Lusiada.
De k. a 5 de Julho de 2012 às 16:04
ENA
Além olha para a questão com olhos de ver.
Concordo 100%.
E acrescento - estes assuntos são divertidissimos para fazermos politiquices (esquerda & direita), mas no meio do fogo cruzado, quem se trama são os alunos dessas faculdades, que se vêem desprestigiadas.
De Floriano Mongo a 5 de Julho de 2012 às 16:09
O ministro Miguel Relvas demorou 6 anos a perceber que afinal era menos estudado do que informara à A.R. “Um lapso”, disse, afinal só conhecia a Universidade de vista.
Mais tarde a Lusófona conferiu-lhe o diploma por 1 ano de estudo.
Em países sérios, o “doutor” seria imediatamente demitido. Na nossa classe política, este assassinato da verdade corre o risco de virar crime em série.
Frequentar uma universidade como qualquer cidadão, concluir o curso sem recorrer a expedientes não é para gente q aspira aos mais altos cargos da Nação.
Os políticos que odeiam estudar mas dispostos a tudo por um canudo, desfilam com a desfaçatez dos condenados à impunidade.
A história informa que mundo afora, titulares de altos cargos políticos não necessitaram de “Dr” a preceder o nome para honrar o cargo e assegurar uma competente carreira.
Necessitaram sim, de carácter.
Os donos do poder farão a difícil travessia lidando simultaneamente com a herança maldita, a crise na Europa, a reforma do país, a verdade e a ética.
Não é pouca coisa. Por isso a verdade merece respeito. Não pode ser transformada em instrumento retórico ou mercadoria a barganhar.
Relvas, começou mal. A aula de ética a que faltou ensiná-lo-ia que, a expectativa de quem começa assim é a de q o reportório de trapaças fique muito maior.
E fatalmente fique cada vez mais parecido com José Sócrates.
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