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Forte Apache

O perfil do velho conde de Oeiras e a democracia totalitária

José Adelino Maltez, 30.09.11

 

Isaltino, desde ontem à noitinha, que é o "day after" de uma tipologia que é comum a outras democracias e a outros Estados de Direito. Uma cultura que apenas se adquire por osmose e que nos deveria ser tão natural como o ar que se respira. O poder não é uma coisa que se conquiste, é mera relação entre o Estado-Aparelho de Poder e o Estado-Comunidade, onde este último, a república, é superior ao primeiro, o principado.

 

O principado não está dispensado da lei que faz, ou pode contribuir para fazer. Só no absolutismo é que "princeps a legibus solutus". E nem tudo o que o príncipe diz tem valor de lei. Apenas chateia que a voz que pronuncia as palavras da lei e as adjudica pareça muitas vezes impotente, por causa da chicana processualista.

 

Não é apenas a pessoa de Isaltino de Morais que está detida. É também a maioria do eleitorado do concelho de Oeiras que considerou que o normal era haver o normal anormal da impunidade. É, no fundo, a nossa falta de cultura de Estado de Direito, sobretudo quando os candidatos políticos consideram que o voto popular equivale a um julgamento.

 

No nosso modelo de Estado de Direito, nem o povo é absoluto. Porque é tão absoluto o poder de um só como o despotismo de todos. Está constitucionalmente proibida a democracia totalitária. Mas vale mais vermos esse princípio ser aplicado pelo poder judicial, no cumprimento do respectivo dever. A educação pode demorar, mas tem efeitos de difusão de valores, no meio de tanto joio.

6 comentários

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    tativic 01.10.2011

    Isaltino foi vítima de si próprio: QAuem o mandou ser o MELHOR presidente da Câmara de Oeiras DE TODOS OS TEMPOS? Essa de se ter posto de lado, está errada! Foi o Partido, então (des) guiado por "gente de palmo e meio" que, num rasgo de inveja e gabarolice bacoca, o "entalou"! É que, para ser político de verdade, tem de se ser Homem de Verdade-COM MAIS DE PALMO E MEIO...
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    Imunidade Política 01.10.2011

    Sou conterrâneo de Isaltino e conheço a família dele. O homem de palmo e meio a que se refere - é-me indiferente - acho que procedeu bem; tanto Isaltino como Valentim, creio eu, estavam ou estão embrulhados em corrupção e esse homem pequeno que refere (eu meço quase 1,8om), tirou-lhes o apoio político para as autárquicas, portanto, acho que o homem pequeno em tamanho foi grande na atitude. Vossa magestade desculpará certamente esta minha opinião...
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    tativic 01.10.2011

    "Vossa Majestade"-por deferência... está 50% certo! Apenas! Porque, sendo o "pequeno" tão íntegro, não o ouvi clamar por justiça, em relação a quem delapidou, infame e descaradamente, o País! Na questão de altura, ficamos QUASE quites...Porque, para sua informação, eu tenho, "apenas" mais 8 centímetros! O que não influi na lógica do discernimento! Contudo, mantenho o meu principio, colocando as pessoas, na sua devida "estatura"! Isaltino É um grande autarca, e a inveja a respeito, faz toldar as mentes fracas!n "c'est la vie!!!
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    Imunidade Política 02.10.2011

    Afinal, vossa magestade não tolerou a minha opinião... e isso é grave em democracia. O seu (re)comentário faz-me apetecer voltar a ser criança... é que, em criança, podemos dizer tudo que nos apetece... Na terra de Isaltino (um familiar meu é casado com uma familiar do Isaltino) toda a gente conhece toda a gente; isto significa que um "traque" do Isaltino pode muito bem deixar mal humorado o santo salvador d'oeiras... "traduzindo"; "c'est la vie"... - é só fazer as contas; como dizia o outro ...
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    Carlos Andrade 02.10.2011

    Meus amigos: eu moro no Cocelho de Oeiras. Voto Isaltino porque considero que o homem faz uma utilização correcta dos dinheiros para os quais contribuo através dos meus impostos. Contribuí para a sua campanha e espero que guarde muito bem os dinheiros que sobraram para serem utilizados futuras eleições. E continuarei a votar nele. Prefiro-o a um autarca muito certinho (ainda falta saber se ele o não é) que nada faça porque tem medo da própria sombra.
    A questão fiscal é comum à generalidade dos portugueses (e não só). Faz parte de uma guerra que tem soldados próprios, soldados que, a maior parte das vezes, são alheios ao agregado que está em causa. Mas, claro, vivemos numa terra onde tudo vale para diminuir aqueles que, por melhor que tenham feito, não pensam como nós, isto é, que pertecem a um partido político diferente. Depois há o "politicamente correcto" e parece que o que a gente deve dizer é aquilo que tenha alguma hipótese de arrebanhar o acordo de quantos mais melhor ... a maior parte das vezes de resultado inócuo, mas que poderá afastar das decisões comuns alguns cuja UTILIDADE não deveria ser dispensada. Antes de tudo, há que ser intelectualmente honesto !!!!!
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