Quinta-feira, 12 de Julho de 2012
por José Meireles Graça

Começa assim: "Neste espetáculo, quisemos enfatizar o potencial da vontade." A gente fica à espera do resto, realmente na música acontece com frequência enfatizar-se o potencial, tanto em Quim Barreiros como em Tchaikovsky. E continua:


"Este espetáculo é, acima de tudo, o resultado da relação entre a parte e o todo." Mau - se a parte for detestável e o todo horrível, a declaração é pouco tranquilizadora. Bom, mais um bocadinho não custa:


"Não entendemos, no entanto, conceitos como arte ou política na perspetiva da especialização que tende para a noção da intelectualidade enquanto um desafio posto às elites, e cuja racionalidade tentam impor à sociedade." Confesso: não entendo o que não entendem; aliás, não entendo nada.


No resto, fala-se de "motor propulsivo do pensamento político", nas "potenciais formas que poderemos construir para a organização coletiva do quotidiano", no "edificar a sua vida individualmente" e na "relação dialética entre o indivíduo e a sociedade."


Não, não vou ver o espetáculo, hei-de conseguir aguentar-me no devir. Nas palavras dos promotores: "Este espetáculo não segue, por isso, a dialética hegeliana na sua aspiração à síntese, pretende apenas deixar um contributo que possibilite manter em devir a discussão.”

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