Quarta-feira, 18 de Julho de 2012
por jfd

O Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) colocou 2 mil milhões de euros em duas linhas de Bilhetes do Tesouro (BT), o montante máximo previsto, com maturidade a 6 e 12 meses, com a 'yield' mais baixa.

Portugal colocou assim 1,25 mil mihões a um ano, numa operação onde a procura superou a oferta em 2,4 vezes, valor que compara com o rácio de 2,7 vezes registado no último leilão comparável. O juro baixou face a esse último leilão, fixando-se nos 3,505% face aos 3,834% anteriores. 

Os custos da emissão de Portugal em BT a 12 meses ficaram abaixo dos custos que Espanha foi obrigada a pagar ontem, na mesma maturidade, tendo a 'yield' atingido os 3,918% - embora tenha também tido uma quebra face ao último leilão comparável, que tinha sido de 5,074%.

Já em relação aos BT a seis meses, o IGCP colocou 750 milhões de euros, sendo que a taxa média ponderada desceu para 2,292% face aos 2,653% do último leilão com a mesma maturidade. Neste caso a procura de BT a seis meses excedeu a oferta em 3,8 vezes, face aos 4,3 vezes registadas no último leilão.

O director de gestão de activos do Banco Carregosa, Filipe Silva, diz que este resultado mostra que "os investidores olham para Portugal com menos receio exigindo taxas mais baixas e ignoram de certa forma o que se passa com Espanha, pois ainda ontem o Governo Espanhol emitiu bilhetes de tesouro a 12 meses com uma taxa de 3,918%, taxa bem superior à conseguida hoje para o mesmo vencimento".

Apesar do resgate internacional, Portugal tem conseguido financiar-se no mercado primário com emissões de dívida de curto prazo. O memorando de entendimento prevê que o "verdadeiro" regresso ao mercado aconteça no terceiro trimestre do próximo ano.

(...)


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7 comentários:
De k. a 18 de Julho de 2012 às 11:55
Right on!

Os de curta duração são todos um sucesso, a troika é o fiador!


De jfd a 18 de Julho de 2012 às 12:18
Claro. Portugal e os sacrifícios dos portugueses são para se descurar pois o fiador é a troika.
Que se danem os esforços feitos pelos milhões de famílias . O sofrimento o desemprego o declínio social e tudo o resto.
O que interessa a estes dois comentários é fazer dos sacrificados parvos.

Pois a mim interessa-me fazer passar a mensagem a quem sofre com a austeridade que ela é um meio e não um fim. Respeito os meus sacrifícios e os de muitos outros e de maior relevância e importância.


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