Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
por Carlos Faria

Outubro deve coincidir com as próximas eleições legislativas regionais dos Açores e com a novidade de o Presidente do Governo Regional, Carlos César, não se recandidatar ao cargo, apesar de estranhamente ainda se manter como líder do PS-Açores.

Assim, pelo PS teremos Vasco Cordeiro, Secretário Regional da Economia e demissionário desde a primavera para passar a deputado e dedicar-se à sua campanha eleitoral. Um candidato fotogénico mas cuja personalidade, como normal na política, tem vivido à sombra do líder do seu partido.

Pelo lado do PSD a candidata é Berta Cabral, Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e líder da oposição nos últimos 4 anos, uma rival que goza de grande popularidade na maior ilha da Região, S. Miguel, que após Vasco Cordeiro se ter demitido foi alvo de pedidos da área do PS para a sua demissão, de modo a não se servir do seu cargo em proveito da sua campanha.

Há alguns indícios de possíveis mudança, pelo que os restantes líderes políticos açorianos: Artur Lima (PP), Zuraida Soares (BE), Aníbal Pires (CDU) e Paulo Estevão (PPM) esforçam-se para que após o duro combate que está a desenrolar-se este verão não surja uma maioria absoluta, independentemente de ocorrer ou não alguma troca no partido do governo.

Uma coisa é certa: a acalmia política típica da silly season não deverá este ano ocorrer nos Açores e merece ser acompanhada dentro e fora da Região.


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4 comentários:
De Flávio Gonçalves a 26 de Julho de 2012 às 04:36
Eu cheira-me que o PPM pode bem sair prejudicado concorrendo coligado em vez de a solo.

Uma pena não ter acabado por se concretizar uma coligação de "bloco centro-direita" com os PND-PPM-MPT-PDA, já foi a segunda tentativa falhada para tal coisa.


De Carlos Faria a 26 de Julho de 2012 às 16:22
Penso que o PPM depois de ter apoiado um candidato a presidente da república já ficou desacreditado o suficiente para nada o prejudicar ;-)
Nos Açores é um partido de importância local apenas no menor círculo eleitoral da Região e eu que nutro algumas simpatias monárquicas e ambientalistas já me desiludi demasiado com os pequenos partidos onde já votei no passado.


De Flávio Gonçalves a 26 de Julho de 2012 às 19:59
Sim, ainda não recuperei por completo da morte factual do PND, o MPT foi alvo dum "golpe de Estado" interno no Inverno passado, como dizia um bom amigo meu: "lutas pelo poder em partidos que não interessam a ninguém".

Até ver só o MRPP não tem desiludido... vou gastar o meu último foguete no PDA, mas já me imagino, antes dos 40 anos, no PSD... já começo a convencer-me das virtudes do bipartidarismo, à americana.


De Carlos Faria a 26 de Julho de 2012 às 21:40
Eu sou muito idealista e já me desiludi com os partidos mas estranho os pequenos, estes nasceram de fações mais idealistas que saíram ou não se reviram nos grandes e depois estragam todos os ideais iniciais sem terem sequer conquistado qualquer poder que os levasse a se contaminarem.
Sou cada vez mais autarca que é algo mais concreto e menos defensor de projetos em larga escala.
O modelo Canadiano não é bipartido e tem dado bons resultados.


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