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Forte Apache

Temos de Falar sobre o Kevin

Francisca Prieto, 23.07.12

 

Confesso que nunca compraria um livro composto por cartas que uma mãe de um daqueles jovens que mataram uma data de gente num liceu dos Estados Unidos escreve ao marido, de quem entretanto se separou.

A história é ficção, mas costumo achar que para desgraças já nos bastam as da vida, que é escusado andar a ler dramas que alguém se lembrou de inventar. No entanto, o livro foi-me tão recomendado que lá me lancei à empreitada. Virei a última página há um par de dias e confesso que ainda ando abalroada pela história.

 

Apesar de a autora não fazer cerimónia em usar uma data de metáforas nem sempre brilhantes (coisa que, desde que andei a fazer cursos de escrita criativa, detecto com visão de lince – ora aqui está uma metáfora banalíssima), a história é magistralmente urdida. Tecnicamente o livro é genial e aborda uma dimensão na qual nunca pensamos quando somos confrontados com este tipo de massacres, que é a repercussão que vêm a ter na vida da família dos assassinos.

 

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