Terça-feira, 24 de Julho de 2012
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tiro único | gosto pois!

De Floriano Mongo a 24 de Julho de 2012 às 15:58
Não foi o militarismo que matou nem a cultura das armas que massacrou no Colorado. Foram indivíduos, plenamente responsáveis pelo que fizeram.

Esse é o ponto.

Os dias são propícios a uma cultura que expropria os indivíduos de suas responsabilidades.

A era da afirmação de identidades, de culturais locais, de grupo, idiossincráticas às vezes, convive com o desejo de soluções globais e definitivas, q transformariam o cidadão num resultado exacto de algumas operações quase matemáticas.

Na vertente benigna, trata-se de uma tolice; na maligna, voltamos às tentações totalitárias de sempre.

Não há sociedade perfeita o bastante q possa impedir o surgimento do atirador do Colorado ou da Noruega — país apontado como dos sonhos por muita gente.

Livres dos empecilhos da ética e das escolhas pessoais, um medicamento daria conta do recado, e estaríamos todos livres de dilemas.

Todas as distopias q tratam de um mundo totalitário passam, por óbvio, pelo fim das vontades e das escolhas.

Totalitários de direita e de esquerda — estes com mais dedicação à causa — estão certos de que o mal do mundo está na pluralidade de vontades.




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