Quinta-feira, 26 de Julho de 2012
por Carlos Faria

Não são um exclusivo de Portugal e até algumas medidas económicas recentes devem ter acelerado o processo no nosso País e por vezes de uma forma pouco humana, mas, por mais que barafustem, existem de facto algumas tendências que a longo prazo são insustentáveis na nossa sociedade:

- Redução progressiva das taxas de natalidade e aumento dos número de professores necessários na educação;

- Migração progressiva das populações para os grandes centros urbanos e manutenção em proximidade de todos os serviços do Estado nas terras desertificadas;

- Aumento continuado do número de vagas e de cursos nas Universidades em função dos gostos e apetites de alguns catedráticos e alunos sem olhar às reais necessidades da economia interna e ainda exigir a colocação do excedente de licenciados que resulta deste modelo;

- Crescimento continuado do consumo para dinamizar a economia nacional sustentado na solidariedade e subsidariedade de outros países e sem uma cobertura cada vez maior da produção interna que anule as necessidades de ajuda e de endividamento.

Quem disser ao contrário – político ou sindicalista – é, conscientemente ou inconscientemente, mentiroso e cidadão que acredite na sustentabilidade destas tendências é ingénuo, mesmo tendo em consideração injustiças que existem na repartição da riquezas dentro de Portugal.


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