Terça-feira, 31 de Julho de 2012
por Carlos Faria

A crise por que Portugal atravessa teve causas múltiplas, resultou de um acumular de erros que foram cometidos pela classe política e pelos agentes económicos e financeiros, mas também foi ampliada pelo comportamento de muitos cidadãos do povo.

Um agricultor conhecido meu - que abandonou a atividade há mais de uma década, quando tinha cerca de 50 anos de idade e ao abrigo da política da UE de subsidiar em Portugal a retirada de mão de obra de gente ainda válida na agricultura e nas pescas e cujos resultados igualmente contribuíram para a situação em que nos encontramos - teve nos últimos dias um diálogo do género:

- Não compensa mesmo trabalhar, estive num supermercado e encontrei um saco de 5kg de feijão por 7€.
- E então?...
- Está barato, não vale o trabalho.
- Pois!... e se fosse 1400 escudos?
- Ah, pensando assim já vale alguma coisa, mas eu penso em euros.

 

Dá que pensar este diálogo real...


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4 comentários:
De k. a 31 de Julho de 2012 às 10:53
Mas se calhar, 1.400 escudos (quanto existiam) compravam mais coisas que os 7 euros...


Será que o Euro nos beneficiou? Essa creio eu, é a pergunta relevante..


De Carlos Faria a 31 de Julho de 2012 às 12:02
Neste caso a reflexão foi sobre o euro baseou-se na demonstração da inconsciência do valor da mercadoria, o que levou muitos a gastarem em excesso.
Talvez os 5 kg de feijão nem custassem 1400$00 quando entrou o euro, mas então o agricultor produzia para a economia nacional e pessoal. Agora acha barato, não produz nada, está em idade ativa e tinha possibilidade de aproveitar o seu tempo totalmente livre para um cobres.
Penso que o euro prejudica-nos na luta contra a crise, mas não foi a moeda a única causa para o estado a que chegamos.


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