Sábado, 11 de Agosto de 2012
por José Meireles Graça

Quando era miúdo, tropeçou numa figueira, bateu com o joelho num tanque e caiu-lhe um dióspiro na cabeça. O dióspiro ficou até hoje a sua fonte de inspiração. E foi ela, a inspiração, mais o convite da Direcção da Capital Europeia da Cultura, que o levou a conceber esta instalação, na qual uma sardinha que caiu de uma varanda e, escorregando num guardanapo que estava a secar, aterrou num balde de lampreias, também desempenhou um relevante papel.

 

O autor diz ser "casado com o som e contra o divórcio sonoro", e que "os contentores do lixo são as minhas bibliotecas e as minhas enciclopédias". E a sua criatividade é esfusiante: prepara para o corrente mês a "Quinta Sound", que inclui um "Concerto para Galinha e Pato".

 

As extensas declarações do artista, para as quais remete o link acima, merecem a visita, ao menos para quem não seja indiferente à "sensibilização e sentido crítico e da mudança de atitudes e valores". Porém, quem for insensível, não tiver razões para mudar de atitudes, e estiver satisfeito com os seus valores, pode também ouvir as declarações, que não dará o seu tempo (e dinheiro - estas coisas saem caro) por perdido: não me recordo de nenhum monólogo tão cómico em todo o cinema português.

 

P.S.: Embora se passe na minha cidade, acedi a esta história por este post (vergonha minha - um lisboeta mais atento do que eu).


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1 comentário:
De Carlos Faria a 11 de Agosto de 2012 às 19:54
Embora seja aberto à cultura contemporânea, também sei que se o ridículo matasse alguns "artistas" não andavam no mundo dos vivos ;-)


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