Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Excepções há muitas e muito recomendáveis, basta sair da órbita das hierarquias do costume e da "boa Europa" vs. "má Europa". Excepções à parte, o que mais se vê é isto:

 

A crise, iniciada nos Estados Unidos da América, pôs a descoberto as fragilidades dos países europeus. Entre elas, dois falhanços: o do "welfare state", baseado numa demografia pujante mas que não se aguentou e numa expansão económica que foi se abrandando pelos vícios do próprio Estado social. Os vícios foram, principalmente, dois: desincentivos generalizados ao estudo, trabalho, investimento e poupança; má despesa pública, isto é, projectos de larga escala com rentabilidade nula ou negativa.

 

O outro grande falhanço europeu: a supervisão bancária. Ainda antes da descolagem do euro que já se popularizava, entre outras, a historieta de que, com a moeda única, os bancos centrais pouco mais seriam que gabinetes de investigação. O que a actual crise vem demonstrar é que o euro, na verdade, deveria ter implicado uma responsabilidade acrescida na tarefa de vigilância da banca, da economia e do sistema financeiro.


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