Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Há de facto coisas estranhas na mentalidade de alguns portugueses e na política nacional.

Desde que Portugal ficou sujeito ao acordo com a troika assinado pelo anterior governo de Sócrates, o Governo de Passos Coelho tem assumido cumprir as regras, não fazer renegociações, nem pedir mais tempo ou mais dinheiro. Tem sido isto que, apesar das dificuldades por que Portugal tem atravessado, nos tem distinguido da Grécia e garantido alguma credibilidade do País nos meios internacionais que alimenta ainda alguma esperança em ultrapassarmos a crise.

Olhando para a Grécia, desde que esta ficou sujeita ao primeiro acordo, aquele País tem sido caracterizado por não cumprir as suas exigências, renegociar os termos em que o mesmo foi feito, pedir mais dinheiro e até mais tempo. Por acaso os gregos têm beneficiado algo com esta estratégia, não se tem verificado que as consequências de incumprimento e a incapacidade de o levar em frente têm sido sempre desfavoráveis ao povo daquele País?

Então por que elementos do PS e Seguro insistem em não cumprir algumas das exigências do acordo com a troika, com o argumento de suavizar a aplicação do programa ou em pedir mais tempo e até alguns mais dinheiro?

Qual a vantagem de seguir um modelo alternativo de gestão da crise que nos seus termos mais se assemelha ao comportamento Grego cujos resultados são bem piores que a estratégia seguida por Passos Coelho?


tiro de Carlos Faria
tiro único | gosto pois!

De k. a 5 de Setembro de 2012 às 11:09
Diga isso aos desempregados, e a quem não consegue pagar as suas contas.


A Grécia está pior, porque partiu de um ponto pior, mas isso não significa que a estratégia actual esteja a resultar - afinal, não dizia o passos em 2011 que 2012 seria o ano de retoma? Vê-se..


De Carlos Faria a 5 de Setembro de 2012 às 16:19
e com a receita socialista na Grécia piorou mais ainda e mais rapidamente do que por cá... se tem dúvidas pergunte aos desempregados gregos deixados pelo PASOK enquanto geriu a crise deixada pela Nova Democracia.


De k. a 5 de Setembro de 2012 às 17:27
Não era receita socialista, era receita da troika, que o pasok foi obrigado a aceitar

assim como o ps foi obrigado a aceitar - os unicos que gostaram de assinar foi o psd, que até achou a receita curta, e prometeu ir "além da troika"


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