Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

 

Confesso o pecado: hoje tirei semelhante folga que só comprei o jornal quando fui jantar. Por isso não sabia que o vídeo colocado mais abaixo tinha sido tema no Jornal de Notícias e, para surpresa minha, a CCDRN (Comissão Coordenadora e de Desenvolvimento Regional do Norte) tinha sido tema de capa.

 

Segundo uma fonte do Jornal de Notícias, o Eng. Carlos Duarte é o próximo presidente da CCDRN. Uma excelente notícia. Porém, ao ler a peça de fio a pavio (duas vezes) dei por mim a pensar que cheira a queimadela. Da grossa. Os anos que levo a “virar frangos”  a tal me obrigam. Mesmo olhando para o cabeçalho e verificando que a peça foi feita por um dos melhores jornalistas nacionais.

 

O Eng. Carlos Duarte aparece como o preferido dos autarcas do Norte. Só meia verdade. Ora vamos lá ver: o Eng. Carlos Duarte é o preferido da esmagadora maioria dos autarcas do PS e do PSD do Norte? É a mais pura verdade. Como o é, de igual forma, o facto de ser o preferido da esmagadora maioria dos múltiplos técnicos da área, dos diferentes dirigentes das inúmeras instituições públicas e privadas da Região Norte.

 

Porquê?

 

Por algo muito, mesmo muito raro em Portugal: competência, seriedade e capacidade de trabalho. É, de longe, a milhas, o homem certo no lugar certo. Quais os seus pecados? Um considerado muito grave no “portugalzinho”: não faz fretes ao partido. Dedica-se, de igual forma, a um projecto quer ele seja de uma autarquia do PS ou do PSD, de uma entidade pública ou privada. O que lhe interessa é o projecto, a sua viabilidade presente e futura, a mais-valia do mesmo para a região e pouco importa a sua origem. A isto chama-se competência. A esta forma de estar na vida chama-se seriedade.

 

É por isso que não fico espantado ao saber que reúne tantos ou mais apoios no PS que no seu próprio partido. Ainda por cima sabendo, como sei, que o Eng. Carlos Duarte pensa pela sua cabeça e as “dores de cabeça” que tal provoca nalguns companheiros seus…

Ao escrever estas linhas, percebo o incómodo que provoco a alguns companheiros meus. Sei, por o conhecer, que o Eng. Carlos Duarte ficará desagradado com este escrito. Só que não posso assistir calado a todas estas tropelias. Por dois motivos:

Em primeiro lugar, por saber que o Norte precisa, urgentemente, de ter os seus melhores a lutar pela Região. Em segundo lugar, por saber que o Eng. Carlos Duarte é um dos melhores e, no caso em apreço, o melhor. De longe.

 

Em conclusão, espero que a notícia seja verdadeira. Espero, sinceramente, que a tutela tenha mesmo escolhido o Eng. Carlos Duarte. Quero acreditar que a fonte do Paulo Ferreira o não tenha enganado. Caso contrário, estamos perante um conjunto de injustiças graves, a saber: prejudicar a carreira de um dos melhores jornalistas portugueses, queimar o bom nome de um dos melhores da minha região, ferir de morte o próximo presidente da CCDRN (não sendo o Eng. Carlos Duarte, será sempre alguém, justa ou injustamente, visto como uma segunda escolha e uma escolha de aparelho e, terceiro, bem mais grave, uma enorme afronta ao futuro do Norte).

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1 comentário:
De monge silésio a 6 de Outubro de 2011 às 01:41
Basta um jornal, uma rádio ou um blogue dizer algo sobre alguém para esse alguém ser objecto de comentário na maioria mordaz, ignorante ou até verdadeiro.

Não foi o que o Fernando fez e bem.

Elogiou um português da orgânica estatal.

Sem tirar obviamente o mérito duas notas.

Há dezenas que sabem o que é estar numa missão pública apesar dos constantes ataques (...até pessoais) que são feitos.

Todos sabemos que há um poder em Portugal que não se põe a mandar larachas, bitaites ou "achares" do que faz. Era o que mais faltava esse cidadão do espaço público, que acusa ou que julga, comentar o que faz em concreto . Nenhum cidadão gostaria, sabendo que era o visado.

Há dezenas de professores, médicos, engenheiros que assim fazem, e fazem-no com inteiro apego à causa pública. Imparciais mas interessados no "caso" que servem.

É tempo de aprendermos com alguns do nosso tecido social que dedicam horas de serviço público, muitas vezes invisivel e não remunerado.
É tempo de sabermos que existem, não para expormos na praça pública onde o ulular é só ruidoso e volátil, mas para que muitos e mesmo muitos sigam o exemplo.


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