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Forte Apache

Coerências

Miguel Félix António, 12.09.12
Dirigentes do CDS-PP têm feito eco nos últimos dias (parece que inclusivamente ainda hoje na reunião com o Ministro das Finanças também) do sentimento generalizado dos portugueses de que não há mais margem para novos aumentos de impostos, opondo-se assim às decisões tomadas pelo Governo de que o próprio partido faz parte.

Há coerência nesta tomada de posição. Lembremo-nos de que muito recentemente foi inviabilizada pelo CDS a alteração à lei autárquica que previa a eliminação da oposição nos governos municipais...

Portanto, parece que o CDS não só quer manter a oposição nos executivos das câmaras municipais, como transpor esse modelo para o Governo nacional.

O que sendo coerente, não deixa de ser curiosíssimo.

Um pouco mais a sério. A pergunta que faço aos responsáveis do CDS é o que é que fizeram para alterar de facto e a sério a despesa do Estado que tanto proclamaram fariam quando chegassem ao Governo?

Onde estão os cortes nas autarquias (que municipios e freguesias reduziram), nas empresas municipais, nos Departamentos da Administração Central e nas Universidades e Politécnicos que têm cursos sem quaisquer inscritos e sem qualquer empregabilidade?

Onde está a redução dos deputados, dos autarcas e dos elementos dos gabinetes dos membros do Governo?

Onde está a reestruturação do Estado, para que não seja necessário aumentar impostos?

É muito fácil, mas também extremamente populista e demagógico, dizer-se que não se está de acordo com mais impostos e nada fazer de forma sustentada para evitar ter que os arrecadar.

Basta de impostos, estou de acordo, mas chega de embuste e hipocrisia!

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