Domingo, 16 de Setembro de 2012
por Maurício Barra

Abaixo a troika é o grito irreal de quem não quer confrontar-se com a sua própria realidade, é procurar num “inimigo “ externo a escapatória para não enfrentar os seus próprios problemas.

É o alibi da irresponsabilidade tecido pacientemente ao longo de um ano pelos marxistas e pelo projecto autoritário de Sócrates que ainda subsistem no PS, desguarnecendo intencionalmente a democracia da estratégia destrutiva e antidemocrática do BE e do PC.

Abaixo a troika é um viva aos truques, é o desespero dos velhacos e chico-espertos que querem arranjar subterfúgios para não pagar as dívidas. As nossas dívidas. As dívidas de um modelo de sociedade que colocou Portugal  numa mesa de cirurgia para o ir retalhando em nome da manutenção de poder de uma nomenklatura. De uma nomenklatura política. De uma  nomenklatura económica.

Abaixo a troika é a ilusão para atrair os esquecidos e os que perderam o conforto por terem acreditado numa versão ficcional da realidade. Da sua realidade. De terem acreditado que o crédito substituía o trabalho. Que a nossa independência era um donativo de Bruxelas.

Abaixo a troika é a palavra de ordem da ressaca. Do “acabou a festa, pá “, agora temos de pagar a conta da nossa sobrevivência. Agora temos de pagar a nossa independência.

Abaixo a troika é o grito de estertor do país do deficit (*), antes de perder a batalha contra a realidade.

Abaixo a troika é o fim de um caminho.

Dos que ainda não perceberam que ontem começou outro caminho. O caminho do país de O’Neill, o país dos que “não gostam de ser cavalgados”. O país que disse ao Governo que este regime chegou ao fim do seu ciclo. Que chegaram ao fim as insuportáveis nomenklaturas de sempre, políticas e económicas. E que o novo ciclo tem de ser construído em novos paradigmas. Mais justos e equitativos.  Em que todos contamos. Sem portugueses de primeira e portugueses de segunda. Um país em que todos arregaçaremos as mangas para construir a nossa redenção comum.

 

(*) frase retirada de uma entrevista de José Gil


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