Terça-feira, 18 de Setembro de 2012
por Sérgio Azevedo

Mas tenho para mim que, em termos abstractos, uma das melhores coisas que a Manifestação de passado dia 15 teve foi termos ficado a conhecer a Adriana Xavier. A Adriana tem 18 anos e é de Lagos e no meio de petardos contra a "sede" do FMI abraçou um polícia. O gesto, naturalmente, correu o mundo graças à perspicácia do Fotojornalista da Reuters José Manuel Ribeiro.

O abraço de Adriana lembra-nos aquelas imagens de variadíssimos filmes que nos trazem, como será normal, uma perspectiva diferente de quem legitimamente defende os seus direitos. Mas mais do que isso, lembra-nos os anos do idealismo hippie onde tudo seria naturalmente resolvido pela paz e pelo amor.

Adriana é uma hippie. Eu gosto de hippies. Aliás, tenho para mim que uma sociedade não será absolutamente saudável nem completa sem uma boa dose de hippies. Sem uma boa dose da paz e de amor. Nas acções, nas manifestações em sentido lato, nas orientações. A Adriana fez-nos acreditar que há, de facto, muito mais para além da Troika, dos sacrifícios e das necessárias dificuldades que teremos de passar a uma escala mais ou menos global.

"Aquela imagem é a que sou. Acredito que em breve vai haver uma mudança. Espiritual." diz a Adriana. Eu gosto da Adriana. E gostava que muitos mais cidadãos, de manifestantes a políticos, de empresários a trabalhadores, de juízes a réus fossem um bocadinho como ela. Só um bocadinho.


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1 comentário:
De André a 21 de Setembro de 2012 às 12:51
Lérias. O que tu queres sei eu.


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