Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Uma das causas mais invocadas da recessão económica em Portugal, além da austeridade, tem sido as restrições ao crédito às empresas que o pedem insistentemente e parecem estar a precisar de injeção de dinheiro rápido para investir como o pão nosso de cada dia.

Muitas famílias encontram-se endividadas porque lhes foi facultado, em excesso para as suas capacidades e de forma agressiva, crédito de que não precisavam.

Ainda hoje uma instituição bancária telefonou-me, como cliente não empresário, a disponibilizar-me um crédito com condições vantajosas que eu não solicitei, nem estou interessado que racionalmente informei que recusava.

Pelos vistos a Banca Portuguesa não está mesmo interessada em mudar o estilo de gestão de dinheiros que levou não só o Estado, mas também numerosas famílias à aflição da bancarrota e da insolvência. Assim, não saímos da crise!


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4 comentários:
De Nuno a 19 de Setembro de 2012 às 21:23
E pelos vistos a banca ainda não aprendeu. Pelas últimas notícias parece que as perdas da CGD vão ser colossais.


De Carlos Faria a 20 de Setembro de 2012 às 09:06
Aliás penso que são muito poucos aqueles que aprenderam alguma coisa com a crise em que caímos.


De Floriano Mongo a 21 de Setembro de 2012 às 14:26
Costumo concordar consigo, mas desta vez discordo. Não foram os bancos q faliram as famílias. Foram indivíduos plenamente responsáveis pelos créditos que fizeram.


Esse é o ponto.

Os dias são propícios a uma cultura que expropria os indivíduos das suas responsabilidades.

A era da afirmação de identidades, de grupo, idiossincráticas às vezes, convive com o desejo de soluções globais e definitivas, q transformariam o cidadão num resultado exacto de algumas operações quase matemáticas.


Na vertente benigna, trata-se de uma tolice; na maligna, voltamos às tentações totalitárias de sempre.



Não há sociedade perfeita o bastante q possa impedir tentações de gastança ou outras. O mínimo q se pode exigir a um adulto, é q assuma a responsabilidade pelas suas escolhas.

Livres das escolhas pessoais, um medicamento daria conta do recado, e estaríamos todos livres de dilemas.


Todas as distopias q tratam de um mundo totalitário passam, por óbvio, pelo fim das vontades e das escolhas.

Totalitários de direita e de esquerda — estes com mais dedicação à causa — estão certos de que o mal do mundo está na pluralidade de vontades.


De Carlos Faria a 21 de Setembro de 2012 às 15:19
Eu concordo genericamente consigo, de facto por norma as pessoas não estavam inibidas de dizer: Não! como eu fiz.
Talvez eu tenha efetivamente sido diplomata, vivemos num momento em que existem quase uma imposição de atribuir culpas à priori a um lado apenas e, se quisermos mudar as coisas, temos de ser muito cautelosos para não ferir a suscetibilidade de alguns que também têm culpas pela situação em que nos encontramos.


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