Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012
por Maurício Barra

 Não sei se repararam que a manifestação do passado dia 15,

 ●  Reduziu à sua insignificância o BE;

●  Submergiu de tal maneira o PC que ainda hoje estão atordoados por se sentirem isolados num mar de pessoas que nem são marxistas nem acreditam na luta de classes;

●  A ala marxista do PS e a tribo de Sócrates ainda não perceberam o que aconteceu : querem passar entre a chuva para ver se não vira o bico ao prego.

●  O governo recebeu um murro no estomago: já sabem que não podem cumprir o acordo de ajustamento com fugas para a frente;

●  A irritação entre o PSD e o CDS equivale à daquele aquele cavalheiro que depois de ver a sua equipa de futebol perder chega a casa e desata a gritar com a mulher ( desculpem o desabafo, mas de facto estou realmente farto da pequena política ).

 

E, SOBRETUDO . . .

 ●  Ter duas manifestações de grande impacto em dois anos sucessivos, sem controlo partidário, tem um significado político : uma grande parte da população começa a demonstrar que não se sente representada pelos partidos que reflectem a sua escolha ideológica. Quando chegar ao dia das eleições votarão mais ou menos como habitualmente, 85% ou mais nos partidos democráticos, mas estão dispostas a seguir soluções de uma nova democracia, mais radical,  na qual os seus direitos individuais ( sociais, económicos, culturais ) estejam defendidos dos poderes ideológicos, económicos e jurídicos que asfixiam  a sua vida quotidiana ao longo dos últimos trinta e oito anos;

●  Essa solução não será uma solução de esquerda ( a esquerda nunca abandonará a sua sobranceria social de dirigentes de “massas” que despreza as pessoas enquanto indivíduos ). Nem de direita ( o risco é vir da direita uma liderança populista que, tal como o projecto autoritário de Sócrates, levará de novo o país à falência ). Repito: não será de esquerda nem de direita no sentido tradicional do termo. Será uma mistura que resulta de um grande pragmatismo na gestão pública, direitos individuais defendidos constitucionalmente, uma solidariedade social justa, protecção dos direitos identitários.

 

PERGUNTO :                                                                                                                      

 ●  Sei que agora o importante é cumprir o acordo de ajustamento com os nossos credores internacionais e manter Portugal no Euro, mas será que o PSD está disposto a enfrentar os novos paradigmas políticos ou  vai assistir de braços cruzados ao esboroar da III Republica  ?


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4 comentários:
De Marão a 20 de Setembro de 2012 às 08:59
PERMITA-ME:
Para não ser exaustivo perguntaria quando é que a sociedade civil se organiza para terminar com o exclusivo ditatorial dos partidos na nossa participação e representação política? Uma nova lei eleitoral que deixe de reduzir a democracia a um casulo de compadrios entre elites banhadas em naftalina. Sem contemplações!


De l.rodrigues a 20 de Setembro de 2012 às 10:16
"nem acreditam na luta de classes"
mesmo que a pratiquem.


De Francisco a 20 de Setembro de 2012 às 15:40
Não seria tão afirmativo quanto à 'insignificância' do BE nas manifestações...
Houve muito trabalho de bastidores e muitos 'compagnons de route' a dar a cara


De José Manuel a 20 de Setembro de 2012 às 22:48
Resumindo: aquilo foi é uma grande manifestação de apoio ao governo e à coligação.


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