Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012
por Alexandre Guerra

 

Os gráficos têm a virtude de oferecer uma leitura objectiva sobre a evolução de uma determinda variável. É verdade que estes mesmos gráficos pouco explicam ou enquadram, mas permitem dar uma percepção inequívoca a médio e a longo prazo da tendência do objecto de estudo.  

Por isso, torna-se muito interessante observar o percurso da dívida pública norte-americana desde os anos 60, altura em começa a descer para níveis históricos, curiosamente, durante a Guerra do Vietname. E é também interessante ver que durante os mandatos de Richard Nixon, Gerald Ford e Jimmy Carter, percepcionados por muitos como dos piores presidentes americanos do pós-IIGM, se conseguiu manter durante uma década a dívida pública estabilizada.

Sem grande surpresa e à boa maneira republicana, a dívida pública começa a disparar com Ronald Reagan, embora mantendo-se em níveis perfeitamente aceitáveis para os padrões actuais. George Bush segue essa tendência, mas mesmo assim deixa essa dívida um pouco acima dos 60 por cento do PIB.

Bill Clinton, bafejado pelos ventos da nova ordem mundial e da globalização, consegue fazer descê-la. Esta mantém-se controlada durante alguns anos, mas as duas guerras e a política fiscal de George W. Bush vão empurrar a dívida para níveis alarmantes.

Barack Obama continua nesse registo, já que, além de ter de continuar a "pagar" as duas guerras e a política fiscal do seu antecessor, implementa políticas dispendiosas, agravadas com uma das piores crises financeiras e económicas das últimas décadas.


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