Terça-feira, 2 de Outubro de 2012
por Maurício Barra

Confundir a manifestação de agitação e propaganda da CGTP do passado sábado com a manifestação nacional não partidária de 15 de Setembro é confundir a estrada da Beira com a beira da estrada.

A concepção leninista deste PC não permite que as “massas” se organizem autonomamente, pelo que nada melhor que uma manifestação da CGTP logo a seguir à outra para “enquadrar“ politicamente a coisa. E já agora, rodear o fragilizado BE com um “abraço de urso “ para o colocar no redil.

Falharam redondamente. Nem com 600 (?) camionetas replicaram minimamente o “susto” de 15 de Setembro. E reduziram o PC ao costume. A esquerda do PS desapareceu da rua, os que tinham demonstrado a sua angústia anteriormente estenderam, não estando presentes, ao PC a falta de representatividade que atribuem aos partidos, nesta democracia refém dos complexos oriundos do PREC que o próprio PC transformou em trincheiras constitucionais.

Quando os democratas portugueses enfrentarem e resolverem as contradições da representatividade do actual regime, o PC ficará, como sempre, à beira da estrada da História.


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1 comentário:
De Rodrigo Saraiva a 2 de Outubro de 2012 às 10:02
post certeiro!!!!


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