Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Posso até nem concordar com algumas das medidas. Posso até continuar a considerar que quanto mais se aumenta os impostos, mais se arrisca a diminuir a receita. Posso. Contudo, também não posso deixar de sublinhar que o governo cedeu e recuou na TSU. Que aumentou a equidade na distribuição dos sacrifícios e que até o Ministro das Finanças conseguiu comunicar/explicar melhor as medidas apresentadas.

 

E mesmo assim, o grupo do "estou contra porque estou sempre contra" continua a bater na mesma tecla. Não queriam a TSU e agora não querem o aumento de impostos. No fundo, não querem que se faça nada, não querendo também as consequências trágicas do nada se fazer. 

 

É preciso saber esperar e saber esperar é aguardar por 2015. Nessa altura, todos os portugueses serão chamados a votar. Nunca, como agora, se tornou tão imperioso para o país, para a sua sobrevivência, a existência de estabilidade política. Nunca. 

 

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5 comentários:
De Marão a 4 de Outubro de 2012 às 09:17
MARMELADA
Ninguém corta na ração de que se alimenta. As máquinas partidárias e arranjinhos adjacentes dependem de um Estado pesado e nutrido. Por iniciativa própria seria milagre se aliviassem a burra de tão monstruosa carga. Só uma lei eleitoral que retire aos instalados o exclusivo da representação política como na AR. E essa norma deve ser parida com base numa Constituição nova sem sofismas fósseis. Porque será que muitos dos mobilizadores de massas não pegam nisto para cortar o mal pela raiz? Será porque também andam na boda? Não dispensamos roupa nova do pronto a vestir, mas na vida como na política não passamos dos remendos.


De hcl a 4 de Outubro de 2012 às 09:45
Completamente errado.

Fazer aquilo que PPC disse na campanha eleitoral. É essa a alternativa.

Não vou listar as medidas.
Como defensor do PPC certamente se lembra de muitas das medidas propostas e nunca implementadas.
Certamente se lembra das poucas medidas (do programa) propostas e depois da fuga, com o rabo entre as pernas, assim que os poderes instalados reagiram.

A RTP é um exemplo claro (quase épico) da pieguice de PPC.
A cosmética das fundações a confirmação da pieguice.

Não é preciso esperar por 2015, porque, já se sabe, na altura das eleições algumas medidas de alívio serão, hipocritamente, implementadas, falar-se-á em recuperação, fim da crise, baixa de impostos e futuro risonho.

Vai ser tudo mentira, como foram as últimas.


De Miguel a 4 de Outubro de 2012 às 10:52
O problema é a impunidade. Sobre isso continuamos sem fazer nada.
O problema são as crescentes e estruturais desigualdades. Sobre isso em 30 anos pouco se fez.
O problema é a origem da dívida. Sobre isso nada se fez.
O problema são as directrizes pelas quais se baseia este (e outros) governo. Não temos cultura e a educação está a anos luz do que devia ser.
O problema é não haver alternativa política. Não há partido ou político capaz de representar uma boa parte dos portugueses.
Claro que se tem de gerar mais receitas, mas os impostos não são a única forma de o fazermos e também convém falar-se nas despesas.
Claro que o país está numa situação complicada, mas nada do que foi feito parece ser capaz de resolver o problema estrutural que levou à presente situação.
É óbvio que haja quem está contra por estar contra. Brincar com folhas de Excel não é governar o país...


De JP a 4 de Outubro de 2012 às 19:49
Queremos aumento de impostos para quem não paga. Para o capital. Para quem foge sistematicamente aos impostos, quer por via legal mas não justa quer por fraude e evasão fiscal.Aumento da base de tributação. Existe 25 % de economia paralela e tudo o que o governo faz a esse respeito é estimular a fraude e evasão fiscal com aumentos ineficazes de impostos para que pode fugir. E como o IRS é o único imposto que não caiu ataca-se agora aí carregando violentamente sobre a classe média baixa. Enfim, queremos JUSTIÇA! Não há equidade alguma nestas medidas. Diminuem a progressividade dos impostos e diminuem a contribuição relativa dos rendimentos de capital face aos do trabalho. Neste país vive-se uma vida honrada a trabalhar mas uma vida indigna de espoliação e humilhação social. Quem vive de rendimentos e de esquema não é honrado mas vive com o rei na barriga a debitar lições de moral e água benta por todos os poros. Esta maioria é a mais desonesta e mentirosa que já passou nas instituições democráticas do país. Não têm coragem de dizer que aquilo que dizem ser um mal temporário para um fim glorioso é na verdade à luz de todos os dados, uma situação que veio para ficar e para piorar durante muitos anos. Deixaram cair a máscara com a TSU. Para quem estava atento á mascara nunca enganou. São serviçais dos interesses de poucos, os poucos que extraem a riqueza de quem trabalha. São cínicos e são mentirosos. São verdadeiros traidores da pátria! O senhor que faz propaganda para esta maioria ainda há-de sentir na pele a pobreza a que querem votar Portugal. Nessa altura espero que se arrependa!


De Fernando Moreira de Sá a 5 de Outubro de 2012 às 00:39
Caro JP,

Veja bem que até concordo com algumas coisas que escreveu. Veja bem que este perigoso "propagandista" deste governo até vai mais longe do que Vexa JP nos dois posts anteriores que escrevi aqui no blogue e, pior, até penso que a economia paralela é bem maior do que aquela que refere.
Para terminar, veja bem a situação deste perigoso "propagandista" do governo: o meu agregado é composto por uma funcionária pública, duas reformadas , uma filha e eu. Todos atingidos por IRS, IRC, IMI já para nem lembrar que a minha mulher não tem aumento de vencimento já nem sei desde quando e continua a levar cortes atrás de cortes.

Agora, o que não sou é pirómano. Ao contrário daquele brasileiro, acredito que pior fica se tivermos eleições antecipadas e isso, meu caro, para pior não contém comigo. É medo, mesmo, do puro.


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