Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Segundo o Expresso, o bastonário dos médicos quer que as pessoas com gripes e enxaquecas assinem um papel em que declaram pela sua honra estarem doentes. Porque é que o referido bastonário não propõe antes que sejam os médicos, de cada vez que passam um atestado, a declararem pela sua honra e a assinar por baixo que não estão a mentir ao diagnosticarem a enxaqueca dos outros? E que aponham também um daqueles autocolantezinhos com código-de-barras com a inscrição "isto não é um embuste".

 

Se a presunção de honestidade não serve para as pessoas em geral e é necessário obrigá-las a assinar declarações de honra, porque é que essa presunção há-de servir para os médicos?


"O bastonário (...) defende que os cidadãos devem ser responsabilizados e que os falsos atestados podem mesmo ser condição suficiente para o despedimento" (mesma ligação, o bold é meu).

E que tal responsabilizar os médicos pelos atestados fraudulentos? E que tal os falsos atestados serem condição suficiente para que um médico seja demitido e não possa mais trabalhar no sector público e fique proibido de exercer no privado durante um ano?

O bastonário dos médicos deveria preocupar-se isso sim com a responsabilização dos médicos perante a sociedade. É para isso que o cargo existe. Não é para se preocupar pela responsabilização das pessoas em geral perante os seus empregadores. Para isso já as pessoas têm patrões, têm precariedade e, claro está, têm sentido ético próprio.


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2 comentários:
De Manuel Carvalho a 10 de Outubro de 2011 às 15:49
Bom Ricardo e se for ao médico e se queixar de uma terrível enxaqueca como é que o médico verifica que não está a mentir? Como mede o médico a intensidade da dor e se esta é incapacitante para o trabalho? Tem o médico de o submeter ao teste do polígrafo? Soro da verdade? É fácil deixar a responsabilidade para os outros principalmente quando nos estamos nas tintas para sermos responsáveis. Se o doente mente nas queixas a responsabilidade é do médico e mandem-no para a rua, o doente que continue a trabalhar e a faltar claro, a culpa não é dele coitado. Assim não vamos lá.


De Filipe a 18 de Fevereiro de 2012 às 03:00
Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, a médica Drª Ana Paula Vidal. Ela conduzia o seu Audi A6 quando se despistou numa perigosa curva da serra da Arrábida, em Azeitão. Era a única ocupante do veículo e teve morte imediata. Ao Dr. Helder Fráguas, as mais sentidas condolências.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/despiste-brutal-mata-medica
http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=51&id=18122&idSeccao=479&Action=noticia


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