Sábado, 6 de Outubro de 2012
por Maurício Barra

 

 

Ontem, no jantar anual da Nª Srª da Graça, o nosso amigo Pedro F relembrou-nos o verdadeiro 5 de Outubro, aquele que é uma vergonha Portugal não celebrar, o dia da nossa independência, o dia em que começámos a ser o que somos hoje.

O Tratado de Zamora, resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela, foi celebrado a 5 de Outubro de 1143, data de facto da independência de Portugal. Pelos termos do tratado, Afonso VII concordou em que o Condado Portucalense passasse a ser Reino, tendo D. Afonso Henriques como seu "rex" (rei). (embora reconhecesse a independência, D. Afonso Henriques continuava a ser vassalo, pois D. Afonso VII, para além de ser rei de Leão e Castela, se considerava imperador de toda a Hispânia. Contudo nunca D. Afonso Henriques lhe prestou vassalagem, sendo caso único de entre todos os reis existentes na Península Ibérica). A soberania portuguesa, de jure, veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179 (Manifestis probatum foi a bula emitida pelo Papa Alexandre III, em 1179, que declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão ).

Ao ver hoje o ódio com que Mário Soares falou ontem sobre aqueles que não se submetem à santificação ao regime imposto pelo golpe de Estado de 5 de Outubro de 1910, confirmei  a menoridade de política e de carácter de quem prefere ver a Pátris amputada do que unida quando as adversidades têm de ser vencidas. 


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