Sábado, 6 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

 

 

É possível fazer-se uma carreira política indo da extrema-esquerda até ao PS, sempre atrasado em relação ao tempo histórico, recomendando calma e serenidade a quem não está nervoso, debitando primeiro a vulgata da cartilha marxista, depois quanta ideia pateta de esquerda moderna anda no ar, tudo embrulhado num ar grave e ponderado?

 

E, chegando a lugares de relevo, é possível deles sair prestigiado sem ter corrigido um torto, reprimido um abuso, deixado uma marca de progresso da cidadania?

 

E, como marco assinalável de uma carreira distinta, é possível ter criado um precedente indesejável, favorecendo uma facção, não reconhecendo um problema sério e criando condições para o seu agravamento?

 

E, como saldo de uma vida pública, é possível não ter aprendido nada, não reconhecer um erro, e ainda assim encontrar quem, com respeito, preste um ouvido atento ao mesmo discurso inane e reservado da estabilidade e da esperança?

 

É.

 


tiro de José Meireles Graça
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2 comentários:
De Tiro ao Alvo a 7 de Outubro de 2012 às 09:00
Se isto chegar aos ouvidos do Jorge Sampaio, ele não vai gostar e vai escrever o seu nome na lista negra que guarda no sótão do seu corpo. No seu dele, claro...


De José Meireles Graça a 7 de Outubro de 2012 às 15:40
Não chega, Tiro. Ele está muito ocupado na ONU, e na Fundação Guimarães, e nas conferências disto e daquilo, a reflectir. Com grande serenidade, rodeado de áulicos, a beberem-lhe o fruto das cogitações, que consiste invariavelmente em asneiras ou banalidades.


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