Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012
por Maurício Barra

A grande raiva que sinto pela cada vez mais provável exéquia do Público vai sobretudo dirigida para a aliança de esquerda fracturante que destruiu a “alma” deste jornal, depois da saída de José Manuel Fernandes.

De um jornal tecnicamente bem formatado, bem informado, bem escrito, aberto a todas as tendências desde que assinassem por baixo as suas razões, com grande equilíbrio de participação política, com um público alvo de referência (o jornal era de referência porque o seu público era de referência, uma precedência que muitas vezes os jornalistas esquecem), a “linha” que “tomou conta“ dele transformou-o num jornal da esquerda fracturante anti-governo, megafone das tendências minoritárias do espectro político. A agenda do jornal, objectivamente, começou a coincidir em grande parte com a agenda do BE e a acompanhar a estrada do PC. Aliás, a ânsia de combate político foi o primeiro sinal de deterioração do jornal, com títulos factualmente falsos. A ausência de contraditório e a desonestidade intelectual ao serviço de agendas políticas particulares passou, definitivamente, a ser a imagem do Público.

Obviamente, porque ninguém os demite, vão “estourar” com o jornal. Tenho pena dos poucos bons jornalistas que ainda ali subsistem. Os outros, que só o são nominalmente, esses terão sempre o seu publicozinho, desde que haja alguém que pague a conta, claro está!

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6 comentários:
De k. a 11 de Outubro de 2012 às 09:22
Genial!!!!
A culpa dos problemas economicos de um jornal é da "esquerda"

É a asfixia democrática, mas como o ps já não tem poder efectivo (ja nao está no governo, remember?) podemos apenas explicar tal asfixia como magia negra.

Medo...


De murphy a 11 de Outubro de 2012 às 12:29
Assino por baixo este post. Ainda recordo o tempo em que no Público se tratavam os temas com imparcialidade e maior profundidade que a "concorrência".

Parece que agora os seus jornalistas vão perceber, da pior forma, que os problemas económicos que o País enfrenta não se resolvem com os slogans e a demagogia da esquerda que tanto quiseram levar ao colo...

Ajustar despesa às receitas disponíveis não é de esquerda nem de direita, é matemática!





De Tiago Cabral a 11 de Outubro de 2012 às 15:26
Teremos sempre o Correio da Manha


De Floriano Mongo a 11 de Outubro de 2012 às 15:33
Desde que se transformou em jornal de tendência esquerdopata perdeu um leitor. Eu e provavelmente mais uns tantos.
Paz à sua alma.


De M. Mattos a 11 de Outubro de 2012 às 16:23
Nem mais Mauricio Barra. Bastou ler o editorial da srªa Bárbara Reis, quando saiu José Manuel Fernandes para percebermos quem tinha tomado conta do Jornal. Serviu que nem ginjas para o BE + PS passarem a agenda do lobby gay, serviu na perfeição para destabilizar este governo, serviu na perfeição para manter o lobby socialista que destruiu Portugal. Basta olhar para as bancas de jornais e ver hoje que os portugueses a comprarem compram o CM , às vezes o DN, e jornais desportivos ou revistas cor de rosas. Basta falr com os donos dos quisoques como já tenho feito para saber que cada vez menos as pessoas compram jornais. Este jornal serviu um propósito e por aqui se percebe que esta gente do Publico serve uma minoria e não os portugueses. Por isso todos sabemos que as agendas fracturantes servem um publicozinho e que se perguntassem aos portugueses se queriam mesmo essas leis iniquas que se conseguiram aprovar graças à desinformação transmitida por jornais como o Público e afins talvez a resposta fosse bem diferente. É lamentável o que está a acontecer a um jornal que foi de referência, mas é bom, para ver se alguns tolinhos que se limitam a repetir as babuseiras propagadas por alguns orgãos de comunicação social percebem que são completamente manipulados e que há uma tentativa clara de conduzir a opinião publica num sentido. É isso hoje o jornalismo em Portugal e nalguns Países. Há dias vimos também que a Prisa vai despedir não sei quantos do El Pais. O grande jornal de referência que há dias simplesmente não noticiou as manifestações em várias ccidades de Espanha em defesa da vida. Assim se vê a agenda ideológica que adoptaram e a forma como negam a informação à população. Obrigado Maurício Barra por esclarecer muitos que andam enganaditos (acham sempre que quem fala diferente é conspirador, radical, neo-liberal, extrema direita, etc. os vários adjectivos inventados pela dita minoria para tentar vender a sua ideologia). Atrás do Público certamente viram outros e não me espantaria que o próximo fosse o Expresso.


De Tiro ao Alvo a 11 de Outubro de 2012 às 20:00
Inteiramente de acordo. E falo com a autoridade que me dá o ter comprado, até hoje, quase todos os jornais que saíram.
O editorial da bárbara Reis, após a saída do José Manuel Fernandes, fazia temer por este desfecho. A partir daí, embora lesse, todos os dias, o editorial, ficava chateado por não saber quem tinha escrito aquilo, se o Manuel Carvalho, se a Bárbara Reis, se outros. E, quando discordava do texto, o que acontecia muitas vezes, não sabia a quem "pedir responsabilidades"...
A Secção "Cartas à Directora", bem podia mudar de nome e chamar-se, antes, "Cartas de Alguns Leitores", tantas vezes ali se tem dado voz aos mesmos, quase todos com as mesmas ideias dos autores dos editoriais...
E assim se deu cabo de um jornal que foi, como muito bem disse, um jornal de referência...


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