Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Hoje a capa do Jornal de Notícias deixou-me satisfeito e orgulhoso: "Turistas nacionais preferem o Norte".

 

Segundo o estudo de uma consultora para o Turismo de Portugal, os portugueses preferem o Norte como destino turístico. Aliás, nos diferentes pontos do estudo, a região Norte ganha em quase todos (o único onde não ganha fica em segundo e quem vence é o Douro, igualmente no Norte). O trabalho realizado divide o Norte em três partes: Norte, Porto e Douro. Nos principais itens ficam os três no pódio. Uma enorme surpresa. Ou não.

 

O trabalho que está a ser feito no turismo da região (TPNP) começa a dar os seus frutos e os resultados deste estudo são animadores. O Minho e Trás-os-Montes precisam de ter uma maior visibilidade (Braga-Capital Europeia da Juventude 2012 e Guimarães 2012 serão essenciais para a dinamização de todo o Minho enquanto destino turístico) e um maior esforço financeiro por parte do Turismo de Portugal e da tutela. Por sua vez, não se justifica esta falsa divisão que foi criada por anteriores governos em “Turismo do Porto e Norte de Portugal” e “Turismo do Douro”. O Douro é parte integrante do Porto e Norte, estar separado é um erro e uma duplicação de custos. Nem o Douro cresce sem o Porto e Norte nem o Porto e Norte se podem afirmar sem o Douro. São uma e a mesma coisa.

 

A sua mais-valia é a diversidade gastronómica, paisagística e cultural. A natureza, o turismo religioso, o turismo aventura, o turismo de negócios, de gastronomia e vinhos ou de saúde e bem-estar sem esquecer os “city and short breaks” são as apostas a reforçar sem esquecer o náutico e o golfe. No Norte nada disto falta em quantidade e qualidade. O que falta? Uma mudança estratégica por parte da tutela e do Turismo de Portugal em termos de investimento. O Algarve, a Madeira e Lisboa já se solidificaram internacionalmente enquanto destinos turísticos. É chegada a hora de reforçar o investimento no turismo do Norte. É bom para Portugal.

 

Porém, não chega. Nós, no Norte, os poderes regionais/locais e empresariais devem começar a olhar a sério para esta nova realidade. Para os números crescentes de turistas que nos visitam. É fundamental que todos comecem rapidamente e em força a remar para o mesmo lado. Olhem para o trabalho do TPNP, olhem para o que está a ser feito por muitos pequenos empresários. Ouçam a voz de investidores como a proprietária da Douro Guest House – não a conheço de lado nenhum mas li com atenção o que disse hoje ao JN:

“É preciso mais e melhor publicidade e organizar o sistema, dar mais informação sobre o que se pode fazer. O Pinhão nem sequer tem um centro de turismo, quando todos os clientes que vão para o Douro, vão para o Pinhão”

Palavras sábias. O Douro, nessa matéria e noutras do género, é um desastre (sobre o Douro escreverei em breve aqui no Apache).

 

A notícia de hoje do Jornal de Notícias (que está a melhorar a olhos vistos nos últimos tempos e está a ter o devido retorno com o crescimento do número de leitores) é um enorme motivo de alegria e de motivação extra para todos aqueles que acreditam no futuro da região.

 

Mais do que reclamar contra Lisboa e o poder central (tenho moral para escrever isto) temos de ser nós, os diferentes actores da região, a puxar por ela. Um bom exemplo pode ser dado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) apressando a aprovação das inúmeras candidaturas pendentes – sublinho a demora na aprovação da candidatura da Capital Europeia da Juventude Braga 2012 que pode ter consequências graves para o evento. 

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