Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

Henrique Raposo dá aqui duas novidades: uma a de que "o governo de Varsóvia criou uma espécie de zona franca para o investimento estrangeiro"; outra a de que as mulheres na Polónia, ao contrário das Portuguesas, não têm curvas abaixo do umbigo.

 

Infelizmente, nunca conheci nenhuma polaca. O mais perto que andei daquelas paragens foi travar-me de amizade com duas estonianas, ainda no tempo do fássismo, num parque de campismo, mas sem aprofundar a amizade a ponto de conferir detalhes anatómicos íntimos, digo-o com algum acanhamento e tristeza.

 

De resto, o défice nas curvas daquelas partes, apresentado como um defeito, deixa-me um tanto confuso, por uma barriguinha chata me parecer outrossim uma vantagem. A menos que Henrique se refira a outras curvas, caso em que, para formular um juízo abalizado, me daria jeito saber quais seriam elas; que ele há por ali, efectivamente, algumas.

 

Bom, a natureza do assunto ter-me-á porventura empolgado, porque sobre o que me queria mesmo pronunciar era sobre a zona franca. E sobre isso (estou num dia raro de não concordar com Henrique Raposo) a mim parece-me muito mal a criação de regimes excepcionais para investidores  estrangeiros, mesmo que a iniciativa pudesse ter sucesso e vantagens. Por que razão há-de um investidor estrangeiro ter benefícios que são negados aos nacionais?

 

Defenda Henrique a criação de zonas francas, com vantagens fiscais, laborais, regulamentares, o diabo - de acordo. Que a elas afluam muitos estrangeiros, porque têm recursos, e poucos nacionais, porque não há crédito e estão tesos - paciência.

 

Mas já somos uma colónia governada por Frankfurt. Conviria que não tivéssemos ainda que aturar regedores.


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