Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012
por Alexandre Poço

É normal existirem diferenças dentro de uma coligação governamental, pois cada partido tem os seus valores, propostas e eleitorados - veja-se o caso inglês, onde ainda há uns meses, o primeiro-ministro (Conservador) e o vice-primeiro-ministro (Liberal-Democrata) estiveram em lados diferentes num referendo sobre o sistema eleitoral. É certo que há muita mentira na comunicação social sobre o que se passa dentro da coligação, é exemplo disso a notícia que esse pasquim denominado jornal i publicou sobre uma putativa conversa entre Passos Coelho e Paulo Portas. Porém, uma coisa é notória, para lá do exagero mediático, o CDS anda numa crise existencial, já todos demos conta disso e as declarações de deputados e dirigentes, quer no facebook, quer à imprensa, demonstram o tal mal-estar centrista. Provavelmente, o CDS não sabia ao que vinha - como???? - ou então, esperava que se ficasse com determinados ministérios - Agricultura e Segurança Social - daria para alimentar e fazer boa figura junto das clientelas, ou ainda, não contava com tanta contestação após um ano e pouco de governo. E não querendo abordar a demagogia sobre os impostos e a despesa, passo para a fase em que me interrogo sobre se o partido de Portas já sabe o que vai acontecer se precipitar a queda do governo: será que o CDS sabe de antemão que tem lugar garantido num governo-sopa com PS e PSD, patrocinado pelo Presidente da República e com o apoio do Conselho de (pensionistas que trouxeram o país à falência) Estado e dos comentadores de serviço? Ou será que o CDS pensa que se for a eleições hoje escapará à tareia mais do que provável que o PSD levará, por ser o parceiro "bonzinho" da coligação? Ou será que o CDS vai desistir de vez de ser bengala dos dois maiores partidos e está-se nas tintas para o resultado das eleições, desejando apenas eleger deputados para se juntar ao Bloco e ao PCP no eterno espaço de contestação? Não sei se Portas e seus correligionários têm os poderes da Maya, mas tanto tacticismo parece sugerir que há uma "bola de cristal" no Largo do Caldas.


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2 comentários:
De Marão a 19 de Outubro de 2012 às 09:21
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De Marão a 17 de Setembro de 2012 às 10:54

O que Passos não pode deixar é que um miserável cobarde venha a colher frutos de asquerosa traição para aparecer aos olhos dos incautos como calibrador pairante que nos protege do governo tenebroso a que pertence. Este manhoso quer convencer-nos que o que não ajuda a limpar por dentro quer e pode branquear sozinho por fora.
Um 1º ministro, que estupidamente infantil e sinistramente mal acompanhado se põe a jeito para as investidas exteriores e da própria família. Crucificado às mãos de ladrões, corruptos, vigaristas, déspotas , aldrabões e sabujos, que cobardemente se juntam ao povo na legitimidade do protesto contra medidas violentas que esta trupe sempre protagonizou. Entre a casta de tantas elites a fazer o papel de revoltadas, deve sobrar gente para tomar conta cá do nosso estimado rectângulo. Se o 1º ministro tiver coragem faça-lhes um manguito, pire-se e mande-os tomar conta da loja. Até a armadilha Portas está a entrar de mansinho na onda. De recordar as vítimas deste malabarista que um histórico de cobardias e traições não desmente: Marcelo, Monteiro e Ribeiro, com a próxima vítima da sua sinistra lista em ponto de rebuçado, para já não falar dos submarinos, dos carros de combate e dos helicópteros. Para a fogueira com ele que até os pêlos do cu lhe batem palmas. A si D. Manuela espero vê-la mais logo na marcha sem o passo trocado. Não se misturem com os legítimos queixosos, e juntem-se ao novo cristo que agora lançam na fogueira, cambada. Todos merecem sem piedade as nalgas a arder.


De Clarim a 27 de Dezembro de 2012 às 19:31
Na minha opinião acho que os partidos já não se identificam com os seus ideais .


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